01/01/2014

ANO NOVO CONTRA A POLUIÇÃO NO VALE DE SANTARÉM

Começa hoje mais um ano. 2014. Momento oportuno para desejar que seja de muita saúde para todos e que, apesar dos dias difíceis por que passamos, cada um possa concretizar o essencial das suas necessidades. 
 
No ano que passou deu-se a criação do Movimento Ecologista - Vale de Santarém, fruto da vontade de diversas pessoas e organizações do nosso Vale, interessadas em contrariar a evolução negativa que se tem vindo a verificar no domínio da poluição, em particular dos cursos de água, sendo o caso do rio Maior/Vala Real o mais preocupante. Foi exactamente o rio Maior que mobilizou maior atenção em 2013, pelo que foram realizadas duas acções públicas de muito interesse:
  • Uma caminhada nas margens do rio, no dia 14 de Setembro 2013, entre a Ponte de Asseca e a Ponte do Ferreira, por iniciativa do nosso Movimento e com a participação de cerca de 40 pessoas;
  • Uma limpeza do combro do rio, no dia 7 de Dezembro 2013, entre a Ponte do Vale e a Ponte do Ferreira, com intervenção conjunta do Movimento e do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém, na qual estiveram, ao longo dia, cerca de 50 pessoas.
Estas acções, que tiveram também a participação de algumas pessoas do Movimento Ar Puro e da Ecocartaxo - foram amplamente publicitadas, mesmo na imprensa regional, estando igualmente documentadas no nosso blog.
 
Entretanto, o Movimento Ecologista desencadeou posteriormente uma nova acção de identificação de locais de poluição, tendo-se confirmado situações muito preocupantes. A mais grave de todas é a da ETAR, de que já aqui se falou, e que constitui um atentado à saúde pública, dado que, sem qualquer tratamento, os esgotos urbanos estão canalizados directamente para a vala. Não bastava a quantidade de materiais poluentes que entram a montante, logo após a cidade de Rio Maior, faltava esta desgraça que se pode observar, a olho nu, junto à ETAR que, construída de raiz, esteve para funcionar mas, ao que se diz por falta de pagamento das obras, não foi ligada e, depois, acabou por ser vandalizada, a ponto de necessitar agora de avultadas reparações. Portanto, dinheiro deitado fora, a ETAR parada e a vala em poluição crescente. As fotos que apresentamos são elucidativas do que dizemos sobre a poluição que o não funcionamento da ETAR ocasiona. Desta vez conseguimos chegar mais perto da desgraça que ali está a ocorrer.






 

  
Mas outras situações merecem muita atenção. São os casos da deposição ilegal de restos de obras de construção civil e outros lixos diversos, um pouco por todo o lado, em redor da povoação, em particular na zona da Estrada Real. Não se admite que tal suceda. Há, com certeza, outras soluções que não estas, que prejudicam todos, que são um atentado ambiental e dão uma imagem pública muito negativa da nossa terra. As fotos que apresentamos são também elucidativas.
 




 
É óbvio que não queremos ver mais este anel de poluição em redor da nossa terra.

Movimento Ecologista - Vale de Santarém.
  

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