03/06/2018

Nova caminhada, no Vale de Santarém, em 16 de Junho

Após a bem sucedida realização de dia 20 de Maio, em que tivemos mais de 70 caminheiros, com pessoas de todas as idades, vamos voltar aos campos fronteiros ao nosso Vale de Santarém, para proporcionar nova caminhada em ambiente de Natureza, que é o nosso principal objectivo.

Esta caminhada terá início no jardim da urbanização da Quinta da Mota, junto ao café Caso Pensado, na vila de Vale de Santarém. Pede-se comparência e inscrição no local a partir das 8H30. O início da caminhada é às 9 horas - cartaz, abaixo.

Vamos caminhar em direcção à muito antiga ponte do Vale, sobre o rio Maior, também chamado de vala de Asseca ou vala real de Azambuja, passando antes pela histórica quinta de Santo António. 

Depois de atravessarmos o rio na ponte do Vale, seguiremos pela estrada do campo, que liga o Vale a Porto de Muge, mas muito antes desviamos para a direita e havemos de andar junto à também histórica Quinta da Fonte Bela. 

Vamos depois tomar o caminho da longa "estrada dos marmeleiros", por entre vinhedos e outras culturas, passando por antigas quintas, com regresso ao ponto de partida, após 10 km de marcha.

Não somos organizadores de caminhadas, somente. Fazemo-lo para proporcionar os benefícios de uma actividade ao ar livre, mas também com o objectivo de ajudar a sentir e a conhecer a importância do ambiente de Natureza, para a dar a conhecer. Quem não a conhece, quem com ela não contacta (mas realmente) está mais longe de a compreender e de ajudar na sua protecção e preservação. 

Os tempos que correm são bem elucidativos dos males que, sobretudo os humanos, têm provocado ao nosso planeta, por desrespeitarem as suas regras, o seu sistema próprio, que todos os dias, sem parança, está a ser destruído, com os graves riscos que os especialistas e muitos outros não se cansam de mencionar.

É nesta perspectiva que realizamos mais esta caminhada, certos de que, desta forma, contribuímos para o nosso objectivo, que deve ser universal, de 

DEFESA E PROTECÇÃO DO MEIO AMBIENTE. NECESSÁRIO. URGENTE. 


A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Alfredo Lobato, Carlos Jorge Calheiros, Carlos Vieira, Francisco Ferreira, Manuel Sá, Pedro Adriano, 
Virgílio Pereira.






11/05/2018

Nova caminhada em 20 de Maio

Correspondendo à solicitação de Vale Santarenos e de pessoas de outras localidades, que também começaram a participar, decidimos realizar em Maio e Junho novas caminhadas. Quanto aos restantes meses do ano, temos em mente fazer caminhadas em Setembro, Outubro e Novembro, em datas a anunciar.

A caminhada de 20 de Maio é, também, em ambiente de natureza. São mais de 8km, em percurso novo, na zona do "campo do Vale", entre vinhedos e outras plantações, que certamente vai agradar. Todas as indicações estão no cartaz abaixo. Não é preciso fazer inscrição: basta aparecer.

As caminhadas que realizamos têm por fim promover o contacto com os elementos da Natureza, o convívio e a saúde, ao mesmo tempo que permitem a observação do espaço e a constatação de que ainda há muito para ajudar a compreender e levar à prática a defesa e preservação do Meio Ambiente, numa altura em que são inequívocas as graves consequências desse desrespeito. Além disso,

CAMINHAR FAZ BEM! 

É recomendável caminhar todos os dias cerca de meia hora. Em plena natureza os benefícios serão ainda maiores.
Ao caminhar e assimilar a natureza, a sensação de bem-estar é superior. As caminhadas, gratuitas e muito saudáveis, podem ser realizadas por pessoas, de todas as idades e durante todo o ano.

Deve estar bem equipada/o, conforme a estação do ano, de forma a beneficiar ao máximo, e, claro, manter-se hidratada/o - atenção a que deve levar e beber água e uma peça de fruta.

BENEFÍCIO DA CAMINHADA:
  • Ajuda na luta contra obesidade, diminui celulite e flacidez 
  • Aumenta a autoestima
  • Aumenta a vitalidade
  • Aumenta a eficiência do sistema imunológico
  • Auxilia no controlo do colesterol
  • Auxilia no controlo da diabetes
  • Auxilia na prevenção à osteoporose
  • Diminui o stress e combate a depressão
  • Elimina toxinas e impurezas através do suor
  • Estimula o funcionamento dos pulmões
  • Fortalece o coração, diminui problemas cardíacos, ajuda no combate à hipertensão
  • Fortalece os músculos
  • Melhora a respiração
  • Mantém as pessoas saudáveis e integradas na sociedade.
  • Promove a relação social e o convívio.

Dia 20 de Maio, no Vale de Santarém, há 8 km de caminhada à sua espera... Venha daí.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.


30/04/2018

No 25 de Abril 2018, a nossa mais concorrida caminhada de sempre. 102 participantes !

Prevista para as comemorações do 25 de Abril, no Vale de Santarém, promovidas pela Junta de Freguesia, a caminhada organizada pelo Movimento Ecologista do Vale de Santarém excedeu todas as expectativas: em número de participantes, em alegria e confraternização e em avaliação, por parte dos que nela estiveram.

Aliás, a partida, que se deu só por volta das 9H25, do jardim público do Vale, e que estava anunciada para as 9 horas, foi sendo atrasada porque iam chegando pessoas a inscrever, em última hora. Mas valeu a pena atender todas essas inscrições, pois assim também puderam beneficiar do percurso que havíamos escolhido, o qual continha mediana dificuldade, ao longo dos quase 10km, tendo uma parte sido em ambiente de floresta, na zona do Ripilau.

Assim, conforme se pode ver no vídeo, saindo-se do jardim do Vale, pela rua do Açude, em direcção ao Pombal, foi possível todos verem o estado de limpeza e recuperação que já se começa a notar no ponto chamado de rio da Quinta, a qual o Movimento Ecologista defendeu e nela também colabora. A seguir, no Pombal, virámos à direita para o Rio das Patas, com continuação até chegarmos à rua das Catrinas, para onde virámos, entrando nos Marecos.

Foi aí, nos Marecos, que se fez o previsto reabastecimento, no ponto combinado em que o Miguel Centeno, acompanhado pelo Ernesto Vindima, aguardavam os caminheiros, no grupo dos quais também se contavam alguns cães. 

Foi também nessa paragem, para beber água, comer fruta e umas bolachinhas sem sal, que se fez o sorteio que estava anunciado. Coube a sorte ao nº 14, que, pela ordem das inscrições, foi o Carlos Heitor. Ali mesmo lhe foi entregue o prémio, um livro, com o título de "Histórias do Tejo", muito oportuno, por duas razões principais: o Carlos é pescador e amante da natureza; o livro é sobre um dos rios que em Portugal, nos últimos anos, mais tem evidenciado casos concretos de poluição, como é sabido. 

Saindo dali, rumámos ao Ripilau, uma zona onde, antigamente, existia grande pinhal, de pinheiros mansos e bravos, e hoje, em grande parte, vem sendo usado para eucaliptal. Foi nesse caminho que encontrámos o que resta de uma quinta, que terá tido instalações de muito interesse e, também, um lagar de azeite, mas agora tudo em ruínas.

Continuando, andámos perto da zona conhecida como Vale de Algares, em território que também pertence à vizinha freguesia de Vila Chã de Ourique, derivando em seguida para a zona do antigamente chamado pinhal do Pina, do qual saímos para a Estrada Real, em direcção ao espaço das comemorações, ou seja, o jardim público, enquanto alguns aproveitaram para ir até casa, para o banho e o almoço, após a confraternização e exigência física da caminhada.

Como tínhamos cerca de 40 inscrições para o almoço, foi só aguardarmos até às 13 horas, pois o Carlos Vieira e a sua equipa (Mário Oliveira, Joca Calheiros e ainda com a colaboração de Rui Matos e Diogo) haviam estado a assar as febras e a preparar a salada, as mesas, etc., para que o Movimento Ecologista prestasse o melhor repasto aos inscritos. Assim foi, e até ouvimos elogios, logo ali, o que sabe sempre bem e se agradece.

Em termos técnicos:
  • A escolha e reconhecimento do percurso esteve a cargo de Alfredo Lobato e Francisco Ferreira, do Movimento Ecologista.

  • A coordenação da caminhada, ao longo do percurso, coube a Alfredo Lobato, Francisco Ferreira, Manuel João Sá e Virgílio Pereira, do Movimento Ecologista.

  • O reabastecimento e apoio durante toda a caminhada teve a colaboração de Miguel Centeno, acompanhado de Ernesto Vindima. Nossos agradecimentos aos dois.

  • O cozinheiro, como já dito, foi Carlos Vieira, com a ajuda de Mário Oliveira e Joca (os três são do Movimento Ecologista) e ainda as colaborações citadas, de Rui Matos e Diogo, que igualmente agradecemos.


Resta dizer que foram publicadas muitas fotos no facebook, pelos participantes.

E, ainda, que o vídeo realizado por nós, sobre a caminhada, está em

https://youtu.be/HgG9fwHNNy4


e, para o mesmo, com filmes e edição de Manuel João Sá, ainda contámos com um take de Carlos Jorge Pereira, com o nosso obrigado.


Por fim, havendo-nos sido sugerido, nesta como em anteriores edições, a realização de mais caminhadas, informamos que assim será. A primeira será já neste mês de Maio, em data a anunciar, muito em breve.


Saudações ecologistas,


A Coordenação


Alfredo Lobato, Carlos Vieira, Francisco Ferreira, Joca Calheiros, Manuel João Sá, Pedro Adriano, Virgílio Pereira. 

14/04/2018

No 10º aniversário de Eco-Cartaxo, a nossa saudação


Saudação ao Eco-Cartaxo – Movimento Alternativo e Ecologista
no 10º Aniversário da sua fundação

É com muita alegria, espírito de fraternidade e atitude de agradecimento, que o Movimento Ecologista do Vale de Santarém saúda vivamente, na data do seu 10º aniversário, o Eco-Cartaxo, os membros da sua estrutura dirigente e restantes membros activos da associação e amigos.

Nesta hora de festa, lembramos que o Eco-Cartaxo, através dos seus dirigentes, foi um dedicado apoio quando, em 2013, no Vale de Santarém, várias pessoas procuravam organizar-se para criar o que viria a ser o Movimento Ecologista da nossa vila. 

Após inesperado contacto, em sessão pública do Movimento Ar Puro, de Rio Maior, na aldeia de Póvoas, seguiram-se conversas informais e reuniões, na sede do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém, que nos permitiram acesso a informação, a relato de experiências e a sugestões, que ajudaram à nossa constituição e fundação, que aconteceu em Agosto desse ano.

Neste processo, do qual também fez parte o Movimento Ar Puro, ficou assumida desde logo a colaboração entre as três associações ecologistas, a qual se continuou a consolidar em acções concretas, no terreno e em posições públicas tomadas, sobre a bacia hidrográfica do Tejo, e do rio Maior, em particular.

Além disso, é conhecida a intervenção específica do Eco-Cartaxo no seu concelho, em acções práticas, e também no campo pedagógico, da aprendizagem para a defesa e preservação da Natureza, por um presente e futuro livres de poluição, contra os poderes instalados e os que lhes permitem tais acções. 

No cumprimento da primeira década de vida do Eco-Cartaxo, com votos de longa vida de acção bem-sucedida, afirmamos nossa permanente solidariedade, com Abraço Fraterno,

Saudações Ecologistas,
Pelo Movimento Ecologista do Vale de Santarém
Em 14 Abril 2018
A Coordenação

10/04/2018

Começou a limpeza do "Rio da Quinta", no Vale de Santarém


No nosso programa de actividades para 2018, voltámos a colocar este objectivo: Limpar o local do "RIO DA QUINTA". E dissemos:

"Este ribeiro é uma memória muito antiga das gentes do Vale: contribuiu, e muito, para a agregação das pessoas, de modo a formarem a comunidade: foi um apoio da sua vida, não só pelas azenhas mas pelas regas para as colheitas, de hortícolas e até de cereais e, ainda, porque em diversos locais, as mulheres tiveram pontos de lavagem de roupa, locais de encontro e de comunicação entre si, num tempo em que os meios de comunicação social eram uma miragem. E até houve quem lá fizesse grandes pescarias, ao remolhão, de enguias, e quem fizesse lá lavagem de tripas.

Portanto, o que pudermos fazer para recuperar o que for possível desses pontos de lavagem – pelo menos de alguns – é um contributo para preservar a história colectiva do Vale, numa particularidade única na região. 

Ao mesmo tempo, recuperando, embelezando, dando relevo histórico a esses espaços, que de facto o tiveram, estamos a dar um sinal da importância que deve ser dada à Natureza e à preservação da história de vida da nossa comunidade, e podemos assim ganhar as pessoas para uma prática mais cuidada da vida à sua volta. As pessoas gostarão da recuperação dessa parte da história mais recente do Vale – ou seja, pelo menos dos últimos 80/90 anos, tanto quanto sabemos, mas talvez com muitos mais anos de história.

Este tema já faz parte da nossa intenção programática nos últimos dois anos, mas nunca conseguimos concretizar nada. Houve, no ano passado, conversas com o presidente da Junta, e chegou a estar prevista uma altura para que, sendo disponibilizada uma máquina pela Câmara Municipal, se fizesse uma primeira limpeza no “rio da quinta”, em 2017. 

Inclusive, há ideia do que fazer, para além da limpeza: ver se há pedras de lavar enterradas – tem-se dito que sim – e pô-las a descoberto; pintar o muro alto, na zona do chamado “rio da quina”, a cal branca; colocar uma placa de madeira, com letras a dizer “Rio da Quinta das Rebellas” e uma data da limpeza e da recuperação; colocar na parede um poema do poeta João d’Aldeia dedicado ao Vale, poema a escolher, diferente ou não do que está na Fonte da Joaninha; eventualmente outras recuperações e melhorias, mas estas seriam as essenciais.

Este trabalho, constituirá uma autêntica primeira peça para um "museu natural da história do ribeiro do Vale, mas no próprio local”, que importa que seja feito este ano de 2018".

Pois bem, a limpeza começou no dia 9 de Abril, por acção da Junta de Freguesia, com apoio da C. M. Santarém. No seguimento das conversas já tidas com a Junta, o Movimento Ecologista foi informado e convidado para a missão. Obviamente, só tínhamos que dizer que sim, tanto mais que há alguns anos andamos a defender este trabalho, agora iniciado.

A missão vai exigir mais trabalho. Estamos disponíveis para a recuperação natural e histórica daquele lugar, conforme já assumido para com a Junta de Freguesia, e nisso poremos todo o nosso empenho, aliás cumprindo a nossa missão.

Que o antigo "rio da Quinta", local de lavagem de roupa, que está na memória dos Vale Santarenos, readquira a sua beleza  e seja um orgulho, um referencial de um novo Vale de Santarém, agradável, asseado, bonito.

Satisfeitos, para já, com o primeiro passo, e empenhados em prosseguir esta recuperação, aqui deixamos "o filme" do trabalho realizado, no qual participámos, no dia 9 de Abril.

Para ver o filme, clicar em 

https://youtu.be/Egv_o7Jtlkk

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Vale de Santarém-Limpeza e recuperação do "rio da Quinta",
iniciada em 9 Abril 2018(1)

Vale de Santarém-Limpeza e recuperação do "rio da Quinta",
iniciada em 9 Abril 2018(2)

Vale de Santarém-Limpeza e recuperação do "rio da Quinta",
iniciada em 9 Abril 2018(3)

Vale de Santarém-Limpeza e recuperação do "rio da Quinta",
iniciada em 9 Abril 2018(4), também com a participação do
Mov. Ecologista do Vale de Santarém.






26/03/2018

Carta dirigida às quatro câmaras das margens do rio Maior-Vala Real de Azambuja

Como foi noticiado, em 7 de Março 2017 realizou-se em Santarém, um seminário sob o título "Potenciar Sinergias na Actividade Pecuária", promovido pela Câmara Municipal de Santarém e com a participação das outras três Câmaras das margens do rio Maior: Rio Maior, Cartaxo e Azambuja. Como se vê abaixo, os títulos dos temas a abordar apontavam a necessidade de medidas para fazer parar a situação de poluição que, da parte das suinicultoras, tem um grande e grave contributo.


Passado um ano sobre esta realização, as organizações ecologistas  das margens do rio Maior, que também foram convidadas para o Seminário, e não tendo notado qualquer mudança positiva, enviaram por estes dias uma carta conjunta aos Presidentes das quatro Câmaras, do seguinte teor:

Assuntos: 1. Poluição no rio Maior e necessidade de medidas; 
2. Criação de Ecovia nas margens do rio Maior / Vala Real.

Exmos. Senhores Presidentes das Câmaras de Rio Maior, 
Santarém, Cartaxo e Azambuja


1.
       
O rio Maior / vala Real da Azambuja é um dos mais importantes afluentes do rio Tejo. No rio houve pesca e aproveitamento da energia das suas águas para as azenhas e até uma central eléctrica; desenvolveu-se a agricultura; criaram-se unidades de produção de diversos tipos; fixou-se população; fundaram-se e cresceram povoações, hoje aldeias, vilas, cidades; ali as pessoas aprenderam a nadar, a pescar, a conviver. O rio Maior foi a base e a razão do desenvolvimento da vida de aldeias e vilas dos concelhos de Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja. Além dessas valências históricas, de muitos séculos, a ÁGUA que corre nos rios é um bem precioso insubstituível e escasso, que deve ser defendido no presente e projectado para o futuro, por estar na base da sobrevivência de todos os seres vivos que dele dependem - ser humano incluído.

Não podemos ignorar que é uma água envenenada que rega os campos das suas margens, nem recusar reconhecer o absurdo que é consumir melões, morangos e hortícolas ao mesmo tempo que nos recusamos a beber e a mergulhar nas suas águas.
 
Como é sabido, e devidamente comprovado, o rio Maior está, há mais de quarenta anos, condenado a uma crescente poluição, de que é possível encontrar referências e lamentos por parte das populações, por exemplo na imprensa regional. As razões objectivas, devidamente identificadas, estão no comportamento de unidades que não cumprem as regras, como as de suinicultura, espalhadas ao longo do rio, e outras unidades, como a Tomatagro, em São João da Ribeira, assim como numa agricultura altamente poluidora da água e dos solos, ávida de produtos químicos de síntese. Acresce que continua ainda por resolver a ineficiência, e até a inexistência, de sistemas de tratamento adequado de efluentes urbanos, o que aumenta o caudal de poluição no rio. Outro flagelo, ainda, passou a atingir o rio: o excesso de nitratos que induz a proliferação de jacintos-de-água, que cobrem o leito ao longo de quilómetros, contribuindo para o fenómeno de eutrofização da água.

As associações signatárias têm vindo, há anos, a identificar tais situações, dando informação pública, enviando denúncias para as entidades da administração pública desta área, mas reconhecidamente sem sucesso. Às câmaras municipais e às juntas de freguesia temos feito chegar alertas, regularmente, para estes problemas, usando fotos e vídeos das situações encontradas, sabendo, porém, que a situação de destruição do rio está muito para além daquilo que é visível e é muito mais vasta. Acrescente-se que todas as medidas deverão ser pensadas no quadro mais geral do combate à poluição na bacia do Tejo.

Em Março de 2017 houve, enfim, uma sessão para a qual fomos convidados, realizada pela Câmara Municipal de Santarém, e que congregou também a vontade das restantes Câmaras das margens do rio Maior, no sentido de começar a tratar de um dos múltiplos problemas: a poluição provocada pelas suinicultoras. Foram convidados também empresários suinicultores e seus representantes associativos, além de autarcas e técnicos. Este seminário viria a concluir pelo óbvio: face à situação grave de poluição provocada por aquelas explorações, era urgente que as mesmas começassem a tomar as medidas necessárias para deixarem de poluir as ribeiras e o próprio rio Maior. Embora em termos informais, foi mesmo entendido pelas Câmaras que devia ser dado o prazo de um ano para haver mudanças e, também, que as Câmaras apoiariam na medida das suas possibilidades, além de se ter falado na existência de fundos estruturais, aos quais se poderia concorrer.

Da nossa parte, como sempre temos dito, e convém reafirmá-lo, nada temos contra as explorações pecuárias ou outras, desde que tenham instalados os sistemas de tratamento de efluentes exigidos para a sua capacidade de produção e que não estejam desligados ou sejam ineficientes. Por outro lado, reafirmamo-lo, ainda, continuar a acção de denúncia de tais crimes ambientais, com graves repercussões na qualidade das águas superficiais e subterrâneas, e consequentemente na saúde dos ecossistemas e na saúde pública.

Por isso, passado quase um ano sobre o seminário atrás mencionado, perguntamos:
1)     Qual é o ponto de situação?
2)     Qual é o passo que se segue?

2.

Entretanto, através da comunicação social regional, soubemos da intenção das quatro Câmaras de criarem uma Ecovia nas margens do rio Maior, no percurso do antigo ramal ferroviário entre Rio Maior e Vale de Santarém, com continuação, entre Vale de Santarém e Azambuja, pelo combro da vala Real, supomos.

Ora, esta ideia da criação de uma Ecovia em tal percurso, fazemos lembrar, tem vindo a ser proposta e defendida pelas quatro organizações abaixo referidas desde 2015, com ela concordando outras associações: EICEL Património Mineiro, Clube do Mato, Scalabitrilhos, Clube Amadores de Pesca do Vale de Santarém.

Neste sentido, as quatro organizações ambientalistas visitaram as ecovias do Montado (Montemor-o-Novo) e de Porto de Mós (antigas minas da Bezerra) contactando os responsáveis de tais estruturas, e obtendo informação para melhor se alcançar tal objectivo. Na sequência, temos elaborado um documento, ainda anteprojecto.

Congratulamo-nos com o facto de as Câmaras das margens do rio Maior / vala real de Azambuja, pelo que deduzimos, acolherem e anunciarem este propósito, uma importante medida de desenvolvimento, em múltiplos campos, desde que efectuada com respeito pela Natureza e preservando o rio e as suas margens - sobretudo no que diz respeito à manutenção de galerias ripícolas.

É óbvio que, defendendo e levando por diante esta intenção, as quatro câmaras, com o apoio das juntas de freguesia e das instituições regionais, não irão querer ter, para os seus munícipes e para quem nos visitar (portugueses e estrangeiros) uma infraestrutura deste tipo nas margens de um rio que continue moribundo, com a grave poluição que se regista há décadas. Esta Ecovia, com possibilidade de integrar a rede europeia, será uma mais-valia para a região, e tem de ser vista e assumida como parte importante de uma mudança que urge acontecer, pela recuperação da qualidade da água dos rios e ribeiras da nossa região, e não contribuir, como acontece, para a gravíssima poluição de há anos, no rio Tejo.

Afirmamos manter a nossa ligação à prossecução deste objectivo, e a nossa total disponibilidade para colaborar naquilo que for entendido útil para o efeito.

Com os nossos melhores cumprimentos.

24 Março 2018

Movimento Cívico “Ar Puro” - Rio Maior;
Movimento de cidadania “No Coração da Cidade” - Santarém;
Movimento Ecologista do Vale de Santarém;
Eco-Cartaxo – Movimento Alternativo e Ecologista 




No rio Maior, a poluição continua

Um ano após um seminário realizado em Santarém, pela Câmara Municipal, com a participação de membros das quatro câmaras das margens do rio Maior-Vala Real de Azambuja, e também com a participação de suinicultores e seus dirigentes associativos e técnicos da área, também aberto a autarcas e organizações ambientalistas, igualmente convidadas, a situação de poluição que existe no rio, há mais de quarenta anos, não se alterou.

Pela nossa parte, que acompanhamos em permanência o que se passa no rio na nossa zona de acção, relatámos as situações encontradas, mas as chamadas autoridades nunca encontram seja  que for de indício, segundo nos comunicam, após as denúncias.

Recentemente o jornal Valor Local, de Azambuja, ouviu-nos em entrevista, que está em

https://valorlocal.weebly.com/trecircs-anos-depois-da-criaccedilatildeo-de-um-grupo-de-estudo-rio-maior-ainda-agrave-espera-de-uma-soluccedilatildeo-para-a-poluiccedilatildeo.html

Entretanto, face a esta situação, quatro organizações ambientalistas das margens do rio Maior estão a enviar uma carta conjunta às Câmaras, pedindo esclarecimentos sobre o ponto de situação. Estas organizações são: Movimento Ar Puro, de Rio Maior; No Coração da Cidade, de Santarém; Movimento Ecologista do Vale de Santarém; Eco-Cartaxo, do Cartaxo.

No próximo dia 28 Março vai realizar-se em Santarém uma assembleia municipal, com a presença do Ministro do Ambiente, na qual vamos estar presentes.

O rio Maior, afluente do Tejo, é um esgoto a céu aberto, como aqui temos mostrado, com fotos e vídeos, desde que nos constituímos como organização ecologista, em Outubro de 2013. Desde então não houve melhorias, antes pelo contrário - o rio continua a alimentar a alta poluição de que o Tejo padece, o que tem sido sobejamente divulgado.

Não deixaremos de lutar pelo fim da poluição no nosso rio, onde suinicultoras, fábricas e efluentes urbanos lançam a morte nas suas águas.



A Coordenação.

Poluição no rio Maior - Zona de Ponte de Asseca,
na entrada da ribeira do Peso, vinda da zona da ETAR de Santarém,
no rio Maior. Foto de Carlos Paula-1

Poluição no rio Maior - Zona de Ponte de Asseca,
na entrada da ribeira do Peso, vinda da zona da ETAR de Santarém,
no rio Maior. Foto de Carlos Paula-2

Poluição no rio Maior - Zona de Ponte de Asseca,
na entrada da ribeira do Peso, vinda da zona da ETAR
de Santarém, no rio Maior. Foto de Carlos Paula-3