Após concluída a empreitada de construção civil no início do ano passado, a ETAR só entrou em funcionamento no passado dia 23 de Janeiro, isto porque foi necessário pedir o licenciamento pela Direcção de Energia e a ligação da EDP, pelo que só em Junho 2013 o equipamento ficou em condições de entrar em funcionamento, segundo disse ao jornal O Ribatejo (edição de 16 de Jan.2014) a administradora da empresa municipal Águas de Santarém. Porém, se o equipamento ficou pronto a funcionar em Junho, e até esteve marcada a inauguração para o início de Agosto, tudo ficou em "águas de bacalhau", porque as instalações foram assaltadas e vandalizadas, com o roubo de equipamentos e materiais diversos, sendo então preciso reposições e reparações que, obviamente, levaram tempo e mais dinheiro. Em resumo, no que a esta parte diz respeito, entre a conclusão das obras e o tal pedido de licenciamento e a ligação da EDP passou... uma eternidade. Além disso, esquecidas questões elementares de segurança, pelos vistos, facilmente os cada vez mais numerosos assaltantes à solta na zona do Vale e arredores tratarem de fazer o que vem sendo costume, sem que haja quem os detenha, e vai sendo tempo de os deter.
Tudo somado: muito tempo sem ETAR, uma poluição enorme no rio Maior/vala Real, com a descarga total dos resíduos do Vale de Santarém - basta ver as muitas fotos que publicámos já aqui no nosso blog e, hoje, voltamos a publicar algumas. E, naturalmente, para além deste atentado ambiental, durante meses, mais dinheiro desperdiçado.
Portanto, contas que os cidadãos devem pedir a quem não cumpre as suas obrigações em devido tempo e de forma adequada. Quanto ao vandalismo, roubo, insegurança?... agora que, ao que se diz, foram tomadas medidas - na ETAR terão sido instaladas câmaras e outros meios de identificação e de acionamento de medidas contra intrusos - não nos admiramos se houver novas investidas. É que, se não houver acções concretas, a vandalagem continuará.
Agora, segundo a administradora da Águas Ribatejo, vão ser ligados à rede de saneamento os esgotos das casas no Alto do Vale e também as da freguesia de Póvoa da Isenta, cujos efluentes serão igualmente canalizados para a ETAR do Vale de Santarém. Felizmente, pois tal situação carece de resolução há muitos anos - é como se estivéssemos ainda nos anos 70 do século passado e, nessa altura, já estávamos bem atrasados nestes domínios. Já agora, lembramos nós, não esqueçam as casas do histórico Casal do Vinagre (junto à Estrada Nacional que liga o Vale de Santarém a Santarém, entre as duas passagens de nível, desactivadas) que, ao que se diz, necessitarão de igual medida.
O Movimento Ecologista-Vale de Santarém, criado recentemente, que tinha vindo a denunciar o estado de calamidade, de poluição destruidora provocada pelo não funcionamento da ETAR - construída de raiz e, afinal, sem funcionar - congratula-se pelo facto de o problema principal estar finalmente ultrapassado, ao que tudo indica. Manteremos atenção sobre a evolução da situação, monitorizando, com os meios de que dispusermos, o funcionamento regular daquela importante unidade de saneamento. Quanto aos trabalhos que vão decorrer no Vale de Santarém, visando ligar todas as residências ao sistema, o que também saudamos, acompanharemos igualmente o que vier a passar-se. Queremos um Vale de Santarém saudável. Para os Vale-Santarenos e com os Vale-Santarenos e, obviamente, para e com os que estão em nosso redor, nesta zona do nosso Ribatejo.
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26/01/2014
01/01/2014
ANO NOVO CONTRA A POLUIÇÃO NO VALE DE SANTARÉM
Começa hoje mais um ano. 2014. Momento oportuno para desejar que seja de muita saúde para todos e que, apesar dos dias difíceis por que passamos, cada um possa concretizar o essencial das suas necessidades.
No ano que passou deu-se a criação do Movimento Ecologista - Vale de Santarém, fruto da vontade de diversas pessoas e organizações do nosso Vale, interessadas em contrariar a evolução negativa que se tem vindo a verificar no domínio da poluição, em particular dos cursos de água, sendo o caso do rio Maior/Vala Real o mais preocupante. Foi exactamente o rio Maior que mobilizou maior atenção em 2013, pelo que foram realizadas duas acções públicas de muito interesse:
- Uma caminhada nas margens do rio, no dia 14 de Setembro 2013, entre a Ponte de Asseca e a Ponte do Ferreira, por iniciativa do nosso Movimento e com a participação de cerca de 40 pessoas;
- Uma limpeza do combro do rio, no dia 7 de Dezembro 2013, entre a Ponte do Vale e a Ponte do Ferreira, com intervenção conjunta do Movimento e do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém, na qual estiveram, ao longo dia, cerca de 50 pessoas.
Estas acções, que tiveram também a participação de algumas pessoas do Movimento Ar Puro e da Ecocartaxo - foram amplamente publicitadas, mesmo na imprensa regional, estando igualmente documentadas no nosso blog.
Entretanto, o Movimento Ecologista desencadeou posteriormente uma nova acção de identificação de locais de poluição, tendo-se confirmado situações muito preocupantes. A mais grave de todas é a da ETAR, de que já aqui se falou, e que constitui um atentado à saúde pública, dado que, sem qualquer tratamento, os esgotos urbanos estão canalizados directamente para a vala. Não bastava a quantidade de materiais poluentes que entram a montante, logo após a cidade de Rio Maior, faltava esta desgraça que se pode observar, a olho nu, junto à ETAR que, construída de raiz, esteve para funcionar mas, ao que se diz por falta de pagamento das obras, não foi ligada e, depois, acabou por ser vandalizada, a ponto de necessitar agora de avultadas reparações. Portanto, dinheiro deitado fora, a ETAR parada e a vala em poluição crescente. As fotos que apresentamos são elucidativas do que dizemos sobre a poluição que o não funcionamento da ETAR ocasiona. Desta vez conseguimos chegar mais perto da desgraça que ali está a ocorrer.
Mas outras situações merecem muita atenção. São os casos da deposição ilegal de restos de obras de construção civil e outros lixos diversos, um pouco por todo o lado, em redor da povoação, em particular na zona da Estrada Real. Não se admite que tal suceda. Há, com certeza, outras soluções que não estas, que prejudicam todos, que são um atentado ambiental e dão uma imagem pública muito negativa da nossa terra. As fotos que apresentamos são também elucidativas.
É óbvio que não queremos ver mais este anel de poluição em redor da nossa terra.
Movimento Ecologista - Vale de Santarém.
Movimento Ecologista - Vale de Santarém.
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