05/03/2017

Na manifestação de 4 de Março, firme exigência de medidas contra a poluição no Tejo e seus afluentes

Cerca de quinhentas pessoas participaram na manifestação anunciada para 4 de Março, organizada pelo proTEJO - Movimento pelo Tejo, que se realizou em Vila Velha de Ródão, por ser este um dos locais onde a poluição do Tejo é mais evidente, com particulares consequências para o rio e a vida das pessoas. Na verdade, particularmente através da Celtejo, o que chega ao Tejo, mais ou menos dissimulado, é um autêntico atentado, um crime de saúde pública, contra o qual nada é feito pelas autoridades, desde as governamentais às autárquicas e às de controlo e fiscalização, como a APA-Agência Portuguesa para o Ambiente, a IGAMAOT, e a GNR/SEPNA.

Não é só na zona de Vila Velha de Ródão que se verifica esta situação. Muitos rios e ribeiras, afluentes do Tejo são, todos os dias, vazadouros de fábricas, suinicultoras e, até, de esgotos urbanos. Grande parte da bacia hidrográfica do Tejo, em Portugal, está sujeita a esta intensa poluição, como é o caso do rio Maior, ou de Asseca e, por isso, muitas dezenas de pessoas das suas margens estiveram nesta manifestação: das zonas de Rio Maior, de Santarém, do Vale de Santarém, de Vila Chã de Ourique, do Cartaxo e de Azambuja. Destaque muito particular para Valada, que se fez representar por muitas pessoas, inclusive a própria Junta de Freguesia, com a sua bandeira. Um exemplo!

Por efeito da manifestação, irão os poluidores findar esta actividade devastadora? Não, nem pensar. Esta situação, de enorme gravidade, que vivemos por aqui, está longe de ser ultrapassada. Interesses diversos, que nada têm a ver com o bem comum dos portugueses e, em particular, dos que aqui vivem, estão a lançar este manto de podridão na natureza e na vida das pessoas. Por isso, há que continuar a acompanhar a situação nos rios e ribeiras, denunciar os ataques de que são alvo, e exigir medidas contra tais atrocidades. É o que, pela nossa parte, vamos continuar a fazer, todos os dias. Mas também é fundamental que os cidadãos, de todas as idades, do Vale de Santarém, de modo regular e consequente, tomem parte nesta campanha. Não podemos continuar a viver com a poluição, a porcaria, a destruição do rio Maior, aos nossos pés. E, o que se exige, não é que se encerrem essas unidades poluidoras, mas, simplesmente, que existam e laborem, cumprindo as normas previstas. 


Portas de Ródão. Este e outros cenários fantásticos da Natureza,
na bacia hidrográfico do Tejo, estão todos os dias, a ser
destruídos por inúmeros poluidores.
O Cartaxo, pelos membros da EcoCartaxo, contra a poluição no
Tejo e seus afluentes.
O Movimento Ecologista do Vale de Santarém também
esteve na manifestação. Aqui, Alfredo Lobato.

Uma verdade que muitos ainda querem contrariar,
poluindo ou deixando poluir. 

Valada presente, com outra verdade:
"Alguém está a matar o Tejo".

E a Junta de Freguesia de Valada do Ribatejo
também compareceu.

Da zona da cidade de Rio Maior, a mensagem que importa
defender e divulgar: Por Um Tejo Vivo! Por um rio Maior vivo!
Por... todos os rios vivos!


Para ver vídeo clicar em:

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-03-04-Manifestacao-em-Vila-Velha-de-Rodao-contra-a-poluicao-do-rio-Tejo

    


1 comentário:

  1. É imperioso que as cidadãs e os cidadãos, em particular dos que trabalham e sobrevivem do seu reduzido salário, se libertem: do medo que os tolhe; da ideologia política que lhes foi e é incutida e os levam à subserviência, à indiferença, à impotência, ao não podemos fazer nada, etc., tornando-os cúmplices destes crimes. Vamos assumir as nossas responsabilidades, emancipando-nos enquanto cidadãs e cidadãos de pleno direito, fazendo-nos ouvir publicamente e exigir que os criminosos sejam responsabilizados e, mais importante que sejam tomadas medidas que não permitam que sejam cometidos. Só com a intervenção permanente da cidadania activa e empenhada vamos ser capazes de alterar a situação a que chegámos e defender a nossa casa comum, o Planeta.

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