25/08/2015

POLUIÇÃO NO RIO MAIOR, A PARTIR DA FÁBRICA DE TRATAMENTO DE TOMATE DE S. JOÃO DA RIBEIRA

ENTRAM NO RIO MAIOR, EM SÃO JOÃO DA RIBEIRA, EFLUENTES QUE POLUEM O RIO MAIOR

Dentro da missão que assumimos, desde a fundação do nosso Movimento, o rio Maior, também conhecido por vala de Asseca, ou vala real de Azambuja, é uma das nossas preocupações. Por isso, e dado que há mais de quarenta anos apresenta sinais evidentes de poluição e de abandono, é com regularidade que percorremos as suas margens na área que nos cabe ter em atenção e, por vezes, temos de subir ou descer ao longo do seu percurso, para identificar os locais de origem dos focos de poluição.

Foi assim que, tendo ido novamente à ponte de Asseca, há dias (22 de Agosto) deparámos com água negra e a cheirar mal, no rio Maior. Em visita que fizemos no mesmo dia na zona do chamado "entroncamento espanhol", a água já aí mantinha as mesmas características e, caminhando mais para montante, encontrámos em S. João da Ribeira, água avermelhada, em grande quantidade, a entrar no rio, frente à fábrica de tomate que existe naquela bonita aldeia ribatejana, a que chamaram, e com razão, "Sintra do Ribatejo". Entretanto, continuando mais para montante, notámos que antes da fábrica a água do rio Maior era em muito menor quantidade e apresentava-se clara, transparente - mostramos fotos.

Em conclusão, não parecem restar dúvidas de que é ali mesmo que se encontra um dos pontos mais negativos da poluição do rio Maior, que alastra às zonas envolventes do rio e vai depois entrar no Tejo. Os ecossistemas ficam em perigo, há peixes que morrem, a água, usada em regas, constitui um perigo para a saúde pública - a culpa não é dos seareiros, pois eles precisam de regar e não têm outra hipótese a não ser utilizar essa água carregada de poluentes perigosos, que vai contaminar os solos onde, todos os anos, se fazem searas.

Ora, esta situação, que todos os anos, por esta altura do ano acontece, com conhecimento da autarquia local e de outras entidades (Câmara Municipal de Rio Maior e Agência Portuguesa do Ambiente, por certo) é ainda mais inconcebível quando, ao que se diz, a fábrica até terá ETAR própria, mas não a colocará a funcionar.

Em deslocação aos locais, por parte de membros da coordenação do nosso Movimento, foram obtidas as fotos que aqui mostramos. Também obtivemos outras imagens, que estão no vídeo em


É urgente pôr fim a esta grave situação, da qual demos conhecimento à APA-Agência Portuguesa para o Ambiente e à GNR/SEPNA, em Santarém.

A COORDENAÇÃO DO MOVIMENTO ECOLOGISTA DO VALE DE SANTARÉM

Aspecto do rio Maior em S. João da Ribeira, antes da entrada das descargas
vindas da fábrica de tomate-Foto de 22 Ago 2015.

Aspecto do rio Maior em S. João da Ribeira, logo após a entrada das descargas 
vindas da fábrica de tomate-Foto de 22 Ago 2015.




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