09/05/2014

A SESSÃO-DEBATE DO DIA 26 DE ABRIL DISSE: É PRECISO LUTAR CONTRA A POLUIÇÃO DO RIO MAIOR/VALA REAL DE AZAMBUJA.

Esta sessão foi patrocinada pela Junta de Freguesia do Vale de Santarém, tendo sido aberta pelo seu presidente, pois foi incluída nas comemorações da freguesia relativas aos 40 anos do 25 de Abril. Teve a presença de outros membros da junta e também de elementos de forças políticas - PS, CDU e Bloco de Esquerda. 

Contou com a participação técnica de Pedro Guilherme, biólogo, bem como de autarcas relacionados com a região por onde passa o rio Maior. Compareceram: o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e o presidente da Junta de Freguesia de Vale da Pedra, que também usaram da palavra em defesa da causa da despoluição do rio Maior. 

Estiveram igualmente presentes, e nela intervieram, diversos membros da direcção da Ecocartaxo e do Movimento Cívico Ar Puro-Rio Maior - organizações igualmente interessadas e actuantes na mesma luta pela despoluição do rio. 

Os principais problemas focados no debate sobre a poluição do rio Maior foram:

  • A entrada no rio das cargas poluidoras das fábricas de tomate,
  • A entrada no rio das cargas poluidoras das pecuárias - suinicultoras, sobretudo.
  • As descargas, sem tratamento, ou com pouco tratamento, da ETAR de Santarém, que vai para o rio Maior através de uma vala da região da povoação do Peso e que desagua na ponte de Asseca, logo após a ponte férrea da linha do Norte, situação que puderam comprovar os participantes no passeio de bicicleta realizado no dia 25 de Abril
  • As descargas vindas da zona de Santarém, que entram no rio Maior através da ribeira das Fontainhas
  • Os mantos de jacintos, que cobrem as águas em determinados pontos do rio, impedindo a entrada do sol
  • A acumulação e despejo de lixos diversos (de grande porte, até) nas margens e no rio, como caixas, plásticos, tubos de rega, frigoríficos, partes de mobília, partes de carros, roupas, garrafas, de tudo um pouco
  • A entrada no rio de esgotos urbanos sem qualquer tratamento, vindos de ribeiros de povoações próximas.
  • A falta de limpeza do cômoro do rio - em alguns pontos os silvados impedem a progressão, os salgueiros mortos ou partidos atravessam-se no caminho.
São estes os principais inimigos da boa saúde do rio Maior, contra os quais temos de actuar. Foi essa a opinião generalizada, patente nas intervenções de responsáveis autárquicos, de especialistas, de vale-santarenos e de outras localidades representadas, salientando-se que, tantos anos após serem conhecidos estes graves problemas, quase nada se tenha feito.

Por parte das três organizações ecologistas presentes - Ecocartaxo, Movimento Ar Puro-Rio Maior e Movimento Ecologista do Vale de Santarém - foi assumida a continuação da denúncia e organização planeada conjuntamente de acções, tendo em vista livrar o rio Maior da poluição de que sofre.

A finalizar a sessão, por parte dos responsáveis da Junta de Freguesia foi dado relevo à criação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém, garantindo a disponibilidade para apoiar as acções destinadas a melhorar o panorama de defesa do ambiente e da despoluição do rio Maior.

Publicam-se algumas fotos da sessão.
Manuel João Custódio, presidente da Junta de Freguesia do Vale de Santarém,
na abertura da sessão.

Participantes no início da sessão.

Manuel João Sá, do Movimento Ecologista do Vale de Santarém,
na sua intervenção inicial.


Na exposição sobre os problemas de poluição
do rio Maior/vala real de Azambuja.


Pedro Guilherme, biólogo, falando sobre a poluição dos cursos de água,
os comportamentos dos seres humanos e das organizações
que promovem essa poluição e suas graves consequências. 

Dr. Pedro Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo,
falando sobre a poluição do rio Maior e das valas que a ele conduzem,
nomeadamente no seu concelho, exigindo alteração
de comportamentos humanos e outras medidas.

Vale-santarenos e outros interessados, que participaram no debate.











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