08/10/2017

A Junta de Freguesia do Vale de Santarém reconhece a actividade do Movimento Ecologista do Vale de Santarém

No dia 9 de Set 2017, a Junta de Freguesia do Vale de Santarém realizou uma sessão para a qual nos convidou, com o fim do reconhecimento da nossa actividade pela participação na melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento do Vale de Santarém. Além de nós, outras organizações e pessoas do Vale de Santarém foram convidadas. Não nos tendo sido possível estar presentes, enviámos ao Presidente da Junta o seguinte:

Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Vale de Santarém,

Tendo anunciado a nossa presença na sessão solene marcada para o dia 9 de Set. 2017, e não tendo podido concretizar essa participação, damos conhecimento do que estava previsto ser por nós comunicado - o que, na íntegra, se diz em seguida:

Saudamos o senhor Presidente e outros membros da Junta e da Mesa da Assembleia de Freguesia presentes.

Saudamos os membros das forças políticas representadas.

Saudamos os membros dos corpos gerentes das colectividades do Vale de Santarém, outras entidades e outros cidadãos presentes.

Agradecemos o Convite que nos foi apresentado pelo Presidente da Junta, para a Sessão Solene, pelos objectivos no mesmo Convite mencionados.

Como jovem associação do Vale de Santarém, fundada em 2013, intervimos no domínio da defesa e preservação do meio ambiente, e estamos desde a primeira hora a procurar contribuir para os objectivos que levaram a Junta de Freguesia a realizar esta sessão solene e a destacar quem, nestes domínios, é merecedor de relevo, e também as outras associações, cada uma nos seus domínios específicos, há muitos anos contribui nesse sentido, do desenvolvimento do Vale de Santarém.

Agradecemos o reconhecimento público, pela Junta de Freguesia, do nosso trabalho, que é dirigido a toda a população da vila, e que é realizado de forma independente, sem vínculos partidários ou confessionais de qualquer natureza, mas respeitando todas as pessoas, opções, instituições e organizações, contribuindo para o bem comum, no âmbito da Freguesia.

A nossa acção dirige-se à defesa da vida e da Natureza, contra a poluição da água, dos solos e do ar, e as nossas acções concretas são nesse sentido, na área geográfica do Vale e da bacia hidrográfica do Tejo, onde se inserem o rio Maior e o nosso ribeiro, que atravessa a vila e desagua no rio Maior/Vala.

Para além da defesa da despoluição do Tejo, e de outros seus afluentes, a poluição do rio Maior, há dezenas de anos, é uma preocupação que devia merecer a união de todos os que têm este rio nas suas áreas geográficas: cidadãos em geral, associações, autarcas, entidades. Está-se a matar um curso de água e as suas margens, quando se poderia tirar partido de tudo, mas com procedimentos adequados: haver suinicultoras, fábricas e esgotos urbanos, mas com preservação do ambiente; haver ao mesmo tempo a fruição do curso de água, para pesca, navegação, lazer, com uma ciclovia nas suas margens e uma beneficiação dos espaços naturais em sua volta.

O Pinheiro das Areias, acidentado desde 2016, e já antes objecto de preocupações que não foram atendidas - por exemplo, a moção aprovada, exactamente pela assembleia de freguesia do Vale, apesar das promessas da Câmara e outras entidades, não teve qualquer consequência, foi completamente esquecida - o pinheiro continua sem ter a atenção devida, por quem o devia fazer.

Por isso, o Movimento entregou há uns meses um dossiê sobre o pinheiro, ao presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, o qual aceitou as questões colocadas, e fez um despacho dirigido à C. M. Santarém, à Junta de Freguesia e ao Proprietário, com o que entende dever ser feito, também com a intervenção do próprio ICNF. Aguardamos, portanto. Nós dizemos: se uma pessoa não deve ser abandonada, sem ter quem lhe acuda em tempo de doença, também o nosso pinheiro, ou qualquer ser vivo, tem de ter o mesmo tratamento, enquanto houver vida. Ainda para mais, embora em propriedade privada, o pinheiro é um símbolo da Natureza, um símbolo do Vale, há muitas gerações - faz parte da nossa cultura, da nossa paisagem, das nossas memórias, da nossa história. Se nada fizermos por ele, mesmo agora, apesar de doente, damos um mau sinal da nossa própria comunidade e não honramos o nosso passado.

O Movimento tem insistido, desde a sua criação, na educação e formação ambiental, investindo na relação com as escolas, o que nem sempre tem sido fácil de conseguir. Para além das acções já realizadas nestes tão breves quatro anos da nossa existência, com a escola do Vale e com o CES-Fonte Boa, gostaríamos de manter essa aposta e, de preferência, aumentá-la, como forma de ligação das crianças a este objectivo de conhecimento e respeito e protecção da Natureza, como forma de conseguir uma melhor base para a sua formação como cidadãos mais conscientes e abertos para esta dimensão da vida, que é essencial.

Há uma dificuldade que continuamos a sentir: a falta de um espaço, para sede. Oxalá que seja possível cumprir essa nossa expectativa, proximamente, tal como o actual elenco da Junta admitiu ser possível, em reunião connosco, após ter tomado posse.

Por fim, mantemos e queremos consolidar a nossa ligação, colaboração e partilha com as restantes associações da nossa terra, como contributo decisivo, para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento do nosso Vale de Santarém.

O nosso agradecimento final, à Junta de Freguesia, por esta iniciativa.

Saudações ecologistas,

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Vamos divulgar publicamente o que antes se diz.

Saudações ecologistas,

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Alfredo Lobato-Carlos Vieira-Carlos Jorge Calheiros-Francisco Ferreira-Manuel João Sá-Pedro Adriano-Virgílio Pereira.

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