2026/08/30

VAMOS ESTAR NO II DIA DO ASSOCIATIVISMO DO VALE DE SANTARÉM, EM 11 E 12 SETEMBRO

Está a chegar o II Dia do Associativismo do Vale de Santarém!

Em 2024 houve o primeiro encontro, com uma reunião na manhã do dia 9 de Novembro, seguida de almoço de confraternização. As associações representadas decidiram realizar o I Dia do Associativismo em 2025, que veio a concretizar-se, no qual marcámos presença.

Em 2026, 11 associações populares sem fins lucrativos e 3 outras instituições de natureza social do Vale, vão realizar este evento, que tem o Programa Geral que vem a seguir.


Ao Movimento Ecologista cabe em particular organizar a caminhada, do dia 12 Set, às nove horas. Vão ser 6km, para todas as idades.

Nesta grande realização anual, temos a nossa tenda, onde  apresentamos resumos do que tem sido a actividade desde a nossa fundação (completamos hoje, 30 de Agosto, 13 anos!) e estamos disponíveis para conversar com os visitantes sobre as questões ecológicas do Vale, com problemas muito específicos, que raramente são tidos em conta.

Aceite o nosso CONVITE,  que é de TODO O ASSOCIATIVISMO DO VALE DE SANTARÉM (14 organizações!) para também marcar presença: seja residente no Vale ou não.


Esperamos por si.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém
Associado ao proTEJO - Movimento pelo Tejo


NO RIBEIRO DO VALE DE SANTARÉM, HÁ QUEM SE PONHA A ALTERAR AS MARGENS

 ATENTADO NO RIBEIRO DO VALE DE SANTARÉM

Fomos surpreendidos com a situação que o vídeo e as fotos reproduzem, no ribeiro na zona das traseiras da urbanização onde houve as hortas de Guiomar Mota.


Ninguém pode, a seu bel prazer, intervir modificando o leito do ribeiro, alterar as suas margens, fazer represas, seja o que for.





Um desrespeito para com a comunidade, uma ilegalidade. O novo proprietário do terreno não pode alterar seja o que for no ribeiro.

Do jornal O MIRANTE, o que foi publicado.


As autoridades devem impedir este atentado.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém
Associado ao proTEJO - Movimento pelo Tejo.

NOS 13 ANOS DA FUNAÇÃO DO MOVIMENTO ECOLOGISTA DO VALE DE SANTARÉM: UM CONVITE E POLUIÇÃO NA RIBEIRA DAS FONTAINHAS, AFLUENTE DO RIO MAIOR

EXISTIMOS HÁ 13 ANOS!

É verdade. Na noite de 30 de Agosto de 2013, numa reunião de cerca de trinta participantes, foi criado o Movimento Ecologista do Vale de Santarém, na sede do Clube de Amadores de Pesca, uma associação sem fins lucrativos para quem a qualidade das águas dos rios e mares é também essencial, e que, nessa altura, há anos se deparava com a poluição do rio Maior/Vala de Azambuja, onde em tempos até muitos concursos de pesca se realizaram. 

Desde então, o estado das águas do rio e seus afluentes não melhorou. A acção dos poluidores continuou, as entidades de quem se solicitou intervenção, a nível central, da região e locais, deixaram que suinicultoras e fábricas transformassem os cursos de água em canais de esgoto a céu aberto. As denúncias, imensas e insistentes, todos os anos, caíram em saco roto, e quando houve algumas sanções, os poluidores riram-se na nossa cara e continuaram o que sempre fizeram. 

O Movimento Ecologista do Vale de Santarém, como o Movimento Ar Puro, de Rio Maior e o Eco Cartaxo, tomaram posições públicas diversas vezes. Houve mesmo uma reunião na Câmara Municipal de Santarém, promovida pelas Câmaras que têm em comum o rio Maior (Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja) onde estiveram representantes dos suinicultores, e também os ecologistas. As conclusões foram de que as suinicultoras tomassem as medidas que impedissem a continuação da poluição do rio. Até hoje...

POLUIÇÃO NA RIBEIRA DAS FONTAINHAS, QUE DESAGUA NO RIO MAIOR/VALA DE AZAMBUJA: MAIS UM CONTRIBUTO PARA A POLUIÇÃO DO RIO

Enviaram-nos foto da poluição que chega à vala, na zona da Ponte de Asseca. Uma foto que não engana: basta olhar para a cor do que corre na ribeira, bem perto da sua foz, na vala. 

Ribeira das Fontainhas - Afluente do rio Maior/
Vala de Azambuja, na Ponte de Asseca.
26Ago2026

De onde vem esta poluição, quem a provoca, e de que natureza será?

Que sabem as entidades desta área, sobre o assunto? E, se sabem, o que vão fazer? Deixar que continue?

O rio Maior/vala de Azambuja, um curso de água que poderia ser um elemento importante da paisagem desta região, com potencial para aproveitamento diverso, para benefício das populações, em diversos domínios, continua, sem dúvida, a ser um esgoto a céu aberto. Dos que vivem nas suas margens, de todos quantos defendem rios livres e despoluídos, muito se deseja que assumam posição pública contra estes atentados, que tendem a perpetuar-se, perante a inação, que cheira a compadrio, de quem, ao nível dos poderes públicos, deve tomar medidas.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Membro associado do proTEJO - Movimento pelo Tejo.




2025/08/29

O Movimento Ecologista do Vale de Santarém foi criado há 12 anos

Em 30 de Agosto de 2013 foi criado o Movimento Ecologista do Vale de Santarém. Numa reunião na sede do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém, após diversas reuniões das pessoas interessadas em criar esta organização. Na altura, no seu blogue, também criado nessa altura, foi dado conhecimento da criação do Movimento.

Os problemas então identificados permanecem, no essencial. Mas então, ainda não se falava muito em alterações climáticas, hoje de uma evidência extrema, por mais que os negacionistas intensifiquem a sua acção em contrário.

Na área do Vale de Santarém a poluição continua no canal da Ponte d'Asseca-vala de Azambuja. A ETAR de Santarém continua a não fazer o seu trabalho.

Localidade em leito de cheia, ninguém pensa no que poderá acontecer em caso de inundações, que inesperadas e violentas quedas de água surjam na zona.

A ponte sobre a vala continua sobrecarregada, com viaturas de muitas toneladas acima do que suporta (10 toneladas) a passar por ali.

Nos combros da vala e aproveitando o antigo ramal ferroviário entre o Vale e rio Maior poderia haver uma ciclovia, da nascente à foz, ou seja, de Rio Maior a Azambuja. Proposta às quatro câmaras municipais (Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja, nada dizem, há anos.

Na zona da Ponte do Vale, a ocupação do combro é um escândalo, mas as Câmaras e outras autoridades convivem bem com a situação.

Um canal que poderia ser um local de convívio, de utilização para actividades aquáticas, é um esgoto a céu aberto, ainda por cima com floresta nos combros e até no leito, além de mantos de jacintos, que cobrem as águas. Uma desgraça, um enorme desperdício.

O ribeiro do Vale está sequestrado por interesses de alguns proprietários, que ao longo do seu curso, fizeram represas, desvios das águas.

A água que corre das bicas das duas fontes públicas (de Três Bicas e de Uma Bica) é desperdiçada.

O Pinheiro das Areias foi simplesmente abandonado à sua sorte, para descanso de alguns. Já não existe. E o Vale ficou mais pobre, mas aprece tanto faz.

Praticamente nada melhorou. Uma triste realidade, que o Vale de Santarém não tem sabido contrariar.

Algo poderá mudar, com as próximas eleições autárquicas? Aguardemos. Porém, se os valsantarenos continuarem a conviver pacificamente com este estado de coisas, que sistematicamente diminui a nossa terra, nada a fazer.

Pode ler aqui o que dissemos em 2013, aquando do nosso início.


Saudações ecologistas.

A Coordenação.

2025/04/10

CAMINHADA NO VALE DE SANTARÉM EM 25 D'ABRIL 2025

Integrada nas comemorações do 25 de Abril de há 51 anos, o Movimento Ecologista do Vale de Santarém realiza a tradicional caminhada, num percurso acessível de 5 km, na zona urbana e na envolvente da nossa vila. Vai ser, no âmbito das comemorações promovidas pela Junta de Freguesia.

Constituído em 2013, o Movimento veio realizando diversas caminhadas na área da nossa freguesia, com o objectivo de dar a conhecer, aos nascidos e outros habitantes do Vale, como a outros interessados, essencialmente: 
  1. Os trilhos de natureza e caminhos da freguesia e limites com as freguesias vizinhas, para poder evidenciar os aspectos que, do ponto de vista da proteccão do meio ambiente, estavam em situação crítica, nomeadamente a poluição da vala real (canal para onde foi transferido  o Rio Maior)  - que vem de há décadas e se mantém;
  2. A contínua degradação do Pinheiro das Areias, árvore classificada de Interesse Públco", que não foi objecto das atenções que devia ter, em devido tempo, pela tutela (ICNF  Ministério da Agricultura) e pelo poder autárquico, e dele hoje só resta um enorme coto, perdendo-se a árvore-memória de gerações e símbolo da natureza, que foi puramente abandonada; 
  3. A poluição dos solos em volta da vila, com despejos de materiais de construção e outros;
  4. O deficiente funcionamento da ETAR, que por alguns anos mais contribuiu ainda para a poluição da vala;
  5. A falta de atenção para com o ribeiro do Vale, que em alguns pontos veio sendo objecto de retenções de água, para interesses de alguns moradores, inclsuive com a construção de pequenos lagos e outras barreiras ao curso da água;
  6. A degradação do lugar histórico de lavagem de roupa no chamado "Rio da Quinta", que felizmente, pela nossa insistência e de outras associações e pessoas haveria de ser reabilitado pela Câmara / Junta de Freguesia;
Além disso, o Movimento interveio, com outras duas organizações das margens do rio Maior (o Movimento Ar Puro, de Rio Maior e o ECO-Cartaxo) na mesma problemática da defesa da despoluição deste rio/canal de Azambuja e propondo também a criação de uma ecovia nas suas margens, da sua nascente à foz, em Azambuja.
 
E ainda, o Movimento participa há anos no âmbito das actividades promovidas pelo prtoTEJO - Movimento pelo Tejo, que na bacia hidrográfica do grande rio ibérico tem actividade permanente e consequente, em diversos domínios em que, pelas evidentes alterações climáticas e outros factores, este relevante curso de água é prejudicado, com implicações negativas para os portugueses.

No essencial, todas as razões que levaram à constituição do Movimento Ecologista do Vale de Santarém se mantêm. Por isso, e porque em 25 de Abril devemos recordar e afirmar a Liberdade alcançada em 1974, é com a nossa caminhada que propomos que a celebremos e vivamos. Todos os dias.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.







2024/09/08

A EXIGÊNCIA DE UM VERDADEIRO REGIME DE CAUDAIS ECOLÓGICOS NO RIO TEJO

Continua a luta por um verdadeiro regime de caudais ecológicos no rio Tejo, e não se aceite a esmola de Espanha de caudais mínimos diários.

O proTEJO, organização na qual nos incluímos, dá conta dessa fundamental exigência, subscrita por um conjunto de 31 organizações portuguesas, espanholas e europeias, ambientalistas, sociais, culturais e autarquias, e que a defesa da implementação de um regime de caudais ecológicos foi ainda acompanhada pelas comunidades intermunicipais do Médio Tejo, Lezíria do Tejo e Beira Baixa, faltando a solidariedade da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e dos seus municípios para com aqueles situados a montante do rio Tejo.

Pode ler a publicação do proTEJO - Movimento pelo Tejo, organização na qual nos incluímos, aqui:


A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.



2024/08/30

11 ANOS DEPOIS DA FUNDAÇÃO DO MOVIMENTO ECOLOGISTA DO VALE DE SANTARÉM

Foi em 30 de Agosto de 2013 que se fundou o Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Do que foi a nossa actividade até agora, encontra o que foi publicado no nosso blogue, em http://movecologsita.blogspot.com/.

A mensagem de apresentação, está na publicação cujo link é o seguinte:

De então para cá, muito aconteceu. Porém, para sermos claros, os problemas identificados continuam, na nossa zona, e alguns foram até soterrados por quem nada quis fazer, até agora, apesar das evidências e das chamadas de atenção, das reclamações, das propostas, das actividades de denúncia do nosso Movimento e de outras organizações da região onde estamos inseridos - o Movimento Ar Puro, de Rio Maior e o Eco-Cartaxo.

Não podemos desistir. É nesse propósito que estamos, apelando a quem vive na nossa terra, de todas as idades, para que não viremos as costas ao direito e dever de cidadãos (que a própria Constituição inclui) para protecção e preservação da natureza, contra os malefícios evidentes que, neste domínio, continuam a acontecer. Por nós, pelos nossos filhos e netos e pelos vindouros.

A poluição, as alterações climáticas, ganham esta guerra, se não actuarmos contra quem promove este ciclo de desgraça fatal, que continua e se intensifica.

Saudações ecologistas.

A Coordenação.



2024/08/13

CONTRA A POLUIÇÃO NOS AFLUENTES DO TEJO, É IMPERIOSO HAVER CIDADANIA ACTIVA

De novo, um crime ambiental num rio da região hidrográfica do Tejo

Agora, no Almonda, a notícia é o crime que matou milhares de peixes, talvez uma tonelada, revela a Câmara de Torres Novas. Quem será o poluidor, isso é coisa que ainda não se sabe. Aguardemos.

Também o rio Maior / canal de Azambuja, poluído há dezenas de anos, assim continua. Nas suas margens poderia até haver uma ecovia, da nascente à foz (em Azambuja) mas afinal continua a ser um esgoto, ao serviço das suinicultoras e de fábricas de tomate, sobretudo, é o que ao longo dos tempos tem sido denunciado.

Quatro câmaras municipais (Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja) são as que este afluente do Tejo abrange, no seu percurso. Há uns anos, as câmaras fizeram uma sessão pública, em Santarém, sobre a questão da poluição provocada pelas suinicultoras, que também estiveram representadas. Ouviram-se promessas, que foram trazidas para a comunicação social. Quais os resultados, da intenção de mudança afirmada nessa sessão?
É preciso outra atitude de cidadania. É preciso outra dinâmica e organização no movimento associativo ecologista. E é preciso também ganhar a juventude para este objectivo: se o passado mais ou menos recente, e o presente, nos mostram estes crimes ambientais, a juventude tem de ser activa, participativa, acautelando o seu próprio futuro, o dos seus filhos e do planeta.
A poluição, como as alterações climáticas, nas quais o ser humano é, em sentido lato, o agente causador, só podem ser eficazmente combatidas se houver um acréscimo substancial de consciência e de açção cívica, neste sentido, por parte dos cidadãos, pois a realidade mostra que os poderes, a todos os níveis, acabam por não ser activos e consequentes perante as acções maléficas dos que poluem os rios, mares, oceanos, os solos, o ar.
Algo de novo é preciso, para que isto não continue.

Abaixo, imagem do crime no Almonda, no Mais Ribatejo, em 12 Ago 2024.



2024/04/05

CAMINHADA DA COMEMORAÇÃO DOS 50 ANOS DO 25 DE ABRIL, NO VALE DE SANTARÉM

    Uma caminhada, uma confraternização, e a comemoração, no contacto com a natureza do Vale de Santarém, da passagem dos 50 anos do 25 de Abril, que restituiu a Liberdade aos Portugueses, e também permitiu iniciar um novo caminho, no âmbito da defesa e preservação do meio ambiente e do bem-estar das populações, pela defesa da nossa Casa Comum, que é a Terra.

    A poluição dos solos, do ar, dos rios, dos mares e oceanos é hoje de uma dimensão incalculável, os incêndios e a destruição de espécies alastram pelo planeta, os fenómenos extremos das tempestades, das inundações e das secas alastram, as alterações climáticas estão mais do que comprovadas. 

    A verdade é que, apesar de todas estas evidências e dos sistemáticos estudos e avisos de eminentes especialistas, muitos governantes, empresários e grupos de pressão, concordam em agir como se a realidade não fosse essa, que nos está a conduzir à destruição do planeta.

    Qualquer acção, qualquer organização a nível local, é importante para combater esta postura de destruição e morte, e para ajudar a criar a consciência alargada de que há que agir e trabalhar nesse sentido.

    O Movimento Ecologista do Vale de Santarém, com as suas forças e determinação, enquadra-se neste objectivo, na área da vila e na zona mais alargada da bacia hidrográfica do Tejo. 

    É isso que reafirmamos, nas comemorações dos 50 anos da gloriosa revolução dos Capitães de Abril, da Liberdade e Democracia conquistadas, e que, na nossa actividade, também queremos defender e manter.






2024/02/25

AS 15 REIVINDIÇAÇÕES EM DEFESA DOS RIOS E DA ÁGUA, APRESENTADAS AOS PARTIDOS POLÍTICOS, UMA DAS MISSÕES DOS MEMBROS DAS UNIDADES ORGANIZACIONAIS AGORA ELEITOS

 Comunicado

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24 de fevereiro de 2024

proTEJO elegeu hoje as suas unidades orgânicas e 

mobiliza-se para a defesa da bacia do Tejo 

num amplo projeto de cidadania em defesa dos rios e da água

O proTEJO – Movimento pelo Tejo elegeu, em reunião presencial do seu Conselho Deliberativo de 24 de fevereiro de 2024, as seguintes unidades organizacionais:

UNIDADES ORGANIZACIONAIS DO

proTEJO – Movimento pelo Tejo

2024-2025

Conselho Consultivo

Presidente

Mendo Castro Henriques

Mesa do Conselho Deliberativo

Presidente

José Manuel Sequeira Louza

Vice-Presidente

Pedro Alexandre de Sousa Triguinho

Secretário

Arlindo Manuel Consolado Marques

Porta vozes

 

Ana Maria da Costa Silva

Paulo Fernando da Graça Constantino

Além disso, fez-se o ponto de situação quanto ao “Encontro Nacional de Cidadania em defesa dos Rios e da Água – 2024”, que se realizará em maio do corrente ano, e às 15 reivindicações em defesa dos rios e da água apresentadas aos partidos políticos candidatos às eleições legislativas de 2024.

2023/08/30

O MOVIMENTO ECOLOGISTA DO VALE DE SANTARÉM FOI CRIADO HÁ 10 ANOS

Passam hoje 10 anos sobre o dia em que um conjunto de mulheres e homens do Vale de Santarém decidiram criar o Movimento Ecologista, após uma série de reuniões, na sede do Clube de Amadores de Pesca da vila.

Com o apoio de duas outras organizações que há algum tempo intervinham na zona do rio Maior - o Movimento Ar Puro, de Rio Maior, e a ECOCARTAXO - exactamente lutando contra a poluição que há anos se abatera sobre o importante afluente do Tejo, a criação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém ocorreu no dia 30 de Agosto de 2013, passando a actuar no mesmo sentido, em colaboração com aquelas organizações, inseridas também no proTEJO - MOVIMENTO PELO TEJO.

Além da poluição do rio Maior, uma triste realidade então já com décadas (assim como o seu abandono pelas autoridades e a perda dos combros, invadidos por árvores, tornando impossível ali caminhar), outros problemas, de âmbito local, exigiam a intervenção do nosso Movimento, principalmente: 

  • O ribeiro que atravessa a vila, pela poluição que passou a apresentar, mas também pelo abandono que revelava, quase desaparecendo o seu leito, e com a retenção de água por alguns moradores; 
  • A degradação e abandono dos antigos locais de lavagem do ribeiro, com destaque especial para o "rio da quinta" das Rebelas, em risco de se perder um rico e notável património histórico;
  • A degradação e abandono do Pinheiro das Areias, árvore monumental, também notável pela sua longa idade, e de enorme valor histórico para a nossa comunidade, reconhecida pela Lei como "árvore de interesse público";
  • A poluição na vila e seus arredores, com vazamento de lixos de construções e de todos os tipos, nas bermas, nos pinhais, nos matos;
  • A preservação de património histórico da vila, como as fontes (de Três e de Uma Bica), do Pombal e da Ponte do Vale, relíquias da comunidade, que fazem parte da sua identidade e memória colectiva.
Ao longo destes 10 anos realizámos diversas acções de acompanhamento e denúncia pública, como perante os poderes autárquicos, administrativos e policiais (ICNF  e SEPNA) de situações reiteradas de poluição e de outros incumprimentos das leis, relativamente aos assuntos do meio ambiente na nossa vila, como daqueles que envolvem a bacia hidrográfica do Tejo.

Apresentámos publicamente vídeos denunciadores da poluição em São João da Ribeira, vazada para o rio Maior, uma calamidade todos os anos durante a época do funcionamento da fábrica do tomate, bem como do vazamento, na zona da Ponte de Asseca, do que ali chega da ETAR de Santarém. 

Participámos em reunião com as quatro autarquias em cujo território corre o rio Maior (Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja) sobre a poluição evidente, continuada, que não diminuiu, envolvendo essa reunião membros das pecuárias operando nas margens e proximidades do rio.

Apresentámos à Junta de Freguesia, como à Câmara Municipal de Santarém, um abaixo-assinado com cerca de 700 assinaturas, sobre a situação de degradação e eminente colapso do Pinheiro das Areias.

Realizámos diversas caminhadas, na zona urbana e em toda a área geográfica do Vale de Santarém, exactamente para dar a ver o território da vila, os seus limites, os percursos pedestres que sugerimos passassem a ser conhecidos e, para além da prática salutar da caminhada em ambiente de natureza, por essa via também ajudar na observação e denúncia de situações de abandono e poluição.

Estas e outras situações, ao longo destes anos, mereceram a nossa atenção e denúncia sistemática, mas participámos também em acções de âmbito mais alargado, na bacia hidrográfica do Tejo, promovidas pelo proTEJO. 

Através deste nosso Blogue, e também pelo Facebook, demos conhecimento das nossas actividades nesta luta que, temos de reconhecer, como tantas organizações e pessoas conhecedoras vêm fazendo, está sendo muito difícil, e são muitas e muito diversas as razões pelas quais as mudanças positivas não estão a ser conseguidas. 

A poluição que se mantém em níveis elevadíssimos nos solos, no ar, nos mares e oceanos, em todo o mundo, com as evidências do aquecimento global, com as devastadoras consequências das alterações climáticas há muito reveladoras, ainda não estão a ter a compreensão e acção das populações, ao nível do planeta, que impliquem a exigência contínua, persistente e inadiável, de alterações fundamentais que tais evidências reclamam e que, como é fácil constatar, os actores e interessados no sistema capitalista reinante continuam a recusar, com o apoio de políticos e governantes, por eles mesmos orquestrados, manipulados, silenciados, ou colaborantes activos.

Pela nossa parte, e no que respeita à nossa área específica, verificamos o que é sobejamente conhecido, e de que temos dado nota, mas sobretudo: 
  • A poluição no Rio Maior continua, como há décadas, e nos combros cresceram e desenvolveram-se árvores em tal quantidade e dimensão, que hoje é impossível neles caminhar; as árvores também se desenvolveram dentro do rio, de modo que, mais ainda com mantos de jacintos no leito, é impossível ali navegar;   
  • O Pinheiro das Areias foi decepado pelos vendavais, mas isso aconteceu mais pelo abandono a que foi votado pelas entidades a quem competia a sua preservação: o ICNF e o poder autárquico de Santarém;
  • O ribeiro do Vale de Santarém deixou de ter leito em grande parte do seu percurso e, além disso, nele só corre água quando chove em boa quantidade e por períodos contínuos. Felizmente, pela nossa insistência, foi recuperado e beneficiado o local de lavagem do "rio da Quinta", pela acção conjunta da Câmara Municipal de Santarém e da Junta de Freguesia do Vale.

Tal como temos dito, a continuação da cidadania activa e  alargada, com mais e mais pessoas interessadas em contribuir para melhorar o meio ambiente, poderá alterar esta lastimável situação. 

Por isso, apelamos a todos os que sentem que isto tem de mudar, para que devem manifestar-se, seja qual for a sua idade, participando nas atividades que propomos e sugerindo outras acções e outras áreas a ter em conta, nesta luta, que é tanto mais vitoriosa quanto mais pessoas nela participarem. 

Em especial, lançamos esse apelo aos jovens do Vale de Santarém. Neste, como em todos os domínios da vida em sociedade, os jovens têm um papel fundamental, participando na construção do melhor futuro, com a energia e as ideias inovadoras que a juventude sabe emprestar à vida em sociedade, e que urge conhecer e acolher. 

Por exemplo, o rio Maior, que poderia ser um contínuo canal de prática de actividades lúdicas, em meio natural, precisa da vossa atenção, em sua defesa, se não aumenta o seu papel como esgoto a céu aberto, que é, há décadas.

Pela nossa parte, continuamos nesse propósito, querendo mais e mais activa adesão às nossas actividades, e energias renovadoras, para mais e melhor, no meio ambiente do Vale de Santarém.

De parabéns, que partilhamos com todos, pela 1ª década da nossa existência e acção de cidadania,

Saudações ecologistas, nelas envolvendo os nossos companheiros do Movimento Ar Puro, de Rio Maior, e a EcoCartaxo, bem com o proTEJO-Movimento pelo Tejo, e todos os dirigentes e activistas, em Portugal, nesta luta pela Vida e pela sobrevivência do nosso Planeta,

A Coordenação.






POLUIÇÃO NO RIO MAIOR CONTINUA - COMUNICADO DE IMPRENSA DO proTEJO

 







 


2023/07/04

POLÍTICA DE REGADIO EM PORTUGAL TEM DE SER DEFINIDA COM UMA PARTICIPAÇÃO PÚBLICA EFECTIVA E DE BASE TERRITORIAL - CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DA ALIMENTAÇÃO

Carta aberta ao Ministério da Agricultura e da Alimentação.

Estimada Srª Ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes

No âmbito da definição da nova estratégia nacional para o regadio público, o Ministério da Agricultura e da Alimentação veio, a 23 de maio de 2023, abrir o processo a contribuições do público (por correio eletrónico). No entanto, os objetivos gerais já estão definidos, sem que a definição do problema que se procura resolver seja também alvo de escrutínio, e incluem: a construção de novos regadios de grande dimensão, o reforço nas disponibilidades de água, a monitorização e a redelimitação (aumento) de perímetros de rega – que virão a ser definidos com pormenor pelos próprios agentes que os propuseram e que irão beneficiar diretamente desse investimento público.  Alega-se que assim estão criadas condições para a construção participada de uma Estratégia para o Regadio 2030,  mas entendemos que assim não existe participação pública efetiva e consequente.

A estratégia para o regadio 2030 irá definir o investimento público e as políticas que determinam o uso de mais de 70% das captações de água do país, assim como novos armazenamentos e captações, pelo que a política do regadio é a política da água.

O envolvimento da sociedade não pode ser reduzido a um mero pro forma. Se entendemos a água como bem comum, a política da água não pode ser definida por um grupo restrito de atores, ficando a restante sociedade sujeita às consequências destas políticas.

Nova estratégia para o regadio carece de uma avaliação da anterior

Os últimos 20 anos testemunharam um avultado investimento público nas infraestruturas de regadio, na ordem dos milhares de milhões de euros. Este investimento criou infra-estruturas para uma tipologia de regadio – colectivo e de iniciativa estatal – e subsidiou ativamente um modelo de intensificação agrícola assente em monoculturas em grande escala, orientadas para a exportação. A dimensão da transformação dos territórios, nos perímetros de rega e fora destes, merece no mínimo, uma avaliação alargada dos seus múltiplos impactes. São hoje evidentes os impactes, geradores de desordenamento do território, de degradação da rede hidrográfica, de erosão do solo e de perda de biodiversidade, de exploração laboral e de concentração da posse e do uso do solo e da água, que precisam de análise e discussão para informar intervenções futuras.

Sem uma avaliação multidimensional do que foram os resultados e os impactes do programa nacional de regadios aplicado no decorrer das últimas décadas é impossível ter as bases para uma nova estratégia que seja minimamente alicerçada na realidade.

A definição da política da água tem de envolver toda a sociedade

O Governo apresenta o estudo «Regadio 20|30 – Levantamento do Potencial de Desenvolvimento do Regadio de Iniciativa Pública no Horizonte de uma Década» como orientador para a nova estratégia para o regadio. Este estudo foi coordenado pela entidade gestora do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, com a colaboração de, essencialmente, uma dezena de entidades, sobretudo ligadas ao setor agrícola e ao regadio em particular, com um importante peso daqueles que já são os principais beneficiários das políticas adotadas previamente. Embora este estudo tenha sido submetido a consulta pública, no final de 2021,  não existe nenhum relatório da consulta pública e desconhecemos qualquer incorporação das várias participações que foram submetidas.

Reconhecemos e afirmamos que a política do regadio é política da águaO processo de definição estratégica do regadio não pode ser encarado de forma exclusivamente sectorial sendo depois declarado o seu interesse público com base em supostos contributos para desenvolvimento rural. Não existe desenvolvimento sem envolvimento, pelo que têm de existir espaços para a discussão e construção conjunta, com atores institucionais e partes interessadas que vão para além das diretamente beneficiadas. É essencial um envolvimento imediato e consequente, através de processos de base territorial, cruciais nos territórios susceptíveis à desertificação e à seca.

Se é reconhecido que um aspeto chave da programação do regadio para a próxima década é o desenvolvimento rural sustentável, então é fundamental o envolvimento efectivo das organizações e movimentos da sociedade civil nas áreas social, ambiental e do desenvolvimento local procurando, coletivamente, melhorar o modelo de governança da água para que possamos reconhecer e enfrentar os desafios atuais e futuros.

As organizações e movimentos cívicos signatários desta carta, exigem a democratização do processo de definição da política nacional da água, no respeito pelos princípios de um Estado de Direito Democrático e pela defesa da água enquanto bem comum, da cidadania, do ambiente, do trabalho digno e da ruralidade viva.

ALENTEJO COM VIDA

ALMARGEM – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve

ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local

ANP|WWF – Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF

ASSOCIAÇÃO AMBIENTAL AMIGOS DAS FORTES (AAAF)

ASSOCIAÇÃO ECOTOPIA ACTIVA

ASSOCIAÇÃO VEGETARIANA PORTUGUESA (AVP)

GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente

JUNTOS PELO SUDOESTE (JPS)

LPN – Liga para a Protecção da Natureza

MOVIMENTO ALENTEJO VIVO (MAV)

MOVIMENTO PELAS ÁGUAS E SERRAS

MOVIMENTO proTEJO

MOVIMENTO RIO DOURO

MUNDA – Movimento em defesa do rio Mondego

OLHO VIVO – Associação de Defesa do Património, Ambiente e Direitos Humanos

PALOMBAR

PLATAFORMA ÁGUA SUSTENTÁVEL (PAS)

PROJECT EARTH – Art, Ecology and Community

QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza

SOLIDARIEDADE IMIGRANTE (SOLIM) – Associação de Defesa dos Direitos dos Imigrantes

SOS RIO MIRA

SPECO – Sociedade Portuguesa de Ecologia

SPEA – Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves

TAMERA – Centro de Investigação e Educação para a Paz

ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável

ZERO WASTE LAB