2026/08/30

VAMOS ESTAR NO II DIA DO ASSOCIATIVISMO DO VALE DE SANTARÉM, EM 11 E 12 SETEMBRO

Está a chegar o II Dia do Associativismo do Vale de Santarém!

Em 2024 houve o primeiro encontro, com uma reunião na manhã do dia 9 de Novembro, seguida de almoço de confraternização. As associações representadas decidiram realizar o I Dia do Associativismo em 2025, que veio a concretizar-se, no qual marcámos presença.

Em 2026, 11 associações populares sem fins lucrativos e 3 outras instituições de natureza social do Vale, vão realizar este evento, que tem o Programa Geral que vem a seguir.


Ao Movimento Ecologista cabe em particular organizar a caminhada, do dia 12 Set, às nove horas. Vão ser 6km, para todas as idades.

Nesta grande realização anual, temos a nossa tenda, onde  apresentamos resumos do que tem sido a actividade desde a nossa fundação (completamos hoje, 30 de Agosto, 13 anos!) e estamos disponíveis para conversar com os visitantes sobre as questões ecológicas do Vale, com problemas muito específicos, que raramente são tidos em conta.

Aceite o nosso CONVITE,  que é de TODO O ASSOCIATIVISMO DO VALE DE SANTARÉM (14 organizações!) para também marcar presença: seja residente no Vale ou não.


Esperamos por si.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém
Associado ao proTEJO - Movimento pelo Tejo


NO RIBEIRO DO VALE DE SANTARÉM, HÁ QUEM SE PONHA A ALTERAR AS MARGENS

 ATENTADO NO RIBEIRO DO VALE DE SANTARÉM

Fomos surpreendidos com a situação que o vídeo e as fotos reproduzem, no ribeiro na zona das traseiras da urbanização onde houve as hortas de Guiomar Mota.


Ninguém pode, a seu bel prazer, intervir modificando o leito do ribeiro, alterar as suas margens, fazer represas, seja o que for.





Um desrespeito para com a comunidade, uma ilegalidade. O novo proprietário do terreno não pode alterar seja o que for no ribeiro.

Do jornal O MIRANTE, o que foi publicado.


As autoridades devem impedir este atentado.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém
Associado ao proTEJO - Movimento pelo Tejo.

NOS 13 ANOS DA FUNAÇÃO DO MOVIMENTO ECOLOGISTA DO VALE DE SANTARÉM: UM CONVITE E POLUIÇÃO NA RIBEIRA DAS FONTAINHAS, AFLUENTE DO RIO MAIOR

EXISTIMOS HÁ 13 ANOS!

É verdade. Na noite de 30 de Agosto de 2013, numa reunião de cerca de trinta participantes, foi criado o Movimento Ecologista do Vale de Santarém, na sede do Clube de Amadores de Pesca, uma associação sem fins lucrativos para quem a qualidade das águas dos rios e mares é também essencial, e que, nessa altura, há anos se deparava com a poluição do rio Maior/Vala de Azambuja, onde em tempos até muitos concursos de pesca se realizaram. 

Desde então, o estado das águas do rio e seus afluentes não melhorou. A acção dos poluidores continuou, as entidades de quem se solicitou intervenção, a nível central, da região e locais, deixaram que suinicultoras e fábricas transformassem os cursos de água em canais de esgoto a céu aberto. As denúncias, imensas e insistentes, todos os anos, caíram em saco roto, e quando houve algumas sanções, os poluidores riram-se na nossa cara e continuaram o que sempre fizeram. 

O Movimento Ecologista do Vale de Santarém, como o Movimento Ar Puro, de Rio Maior e o Eco Cartaxo, tomaram posições públicas diversas vezes. Houve mesmo uma reunião na Câmara Municipal de Santarém, promovida pelas Câmaras que têm em comum o rio Maior (Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja) onde estiveram representantes dos suinicultores, e também os ecologistas. As conclusões foram de que as suinicultoras tomassem as medidas que impedissem a continuação da poluição do rio. Até hoje...

POLUIÇÃO NA RIBEIRA DAS FONTAINHAS, QUE DESAGUA NO RIO MAIOR/VALA DE AZAMBUJA: MAIS UM CONTRIBUTO PARA A POLUIÇÃO DO RIO

Enviaram-nos foto da poluição que chega à vala, na zona da Ponte de Asseca. Uma foto que não engana: basta olhar para a cor do que corre na ribeira, bem perto da sua foz, na vala. 

Ribeira das Fontainhas - Afluente do rio Maior/
Vala de Azambuja, na Ponte de Asseca.
26Ago2026

De onde vem esta poluição, quem a provoca, e de que natureza será?

Que sabem as entidades desta área, sobre o assunto? E, se sabem, o que vão fazer? Deixar que continue?

O rio Maior/vala de Azambuja, um curso de água que poderia ser um elemento importante da paisagem desta região, com potencial para aproveitamento diverso, para benefício das populações, em diversos domínios, continua, sem dúvida, a ser um esgoto a céu aberto. Dos que vivem nas suas margens, de todos quantos defendem rios livres e despoluídos, muito se deseja que assumam posição pública contra estes atentados, que tendem a perpetuar-se, perante a inação, que cheira a compadrio, de quem, ao nível dos poderes públicos, deve tomar medidas.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Membro associado do proTEJO - Movimento pelo Tejo.




2025/08/29

O Movimento Ecologista do Vale de Santarém foi criado há 12 anos

Em 30 de Agosto de 2013 foi criado o Movimento Ecologista do Vale de Santarém. Numa reunião na sede do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém, após diversas reuniões das pessoas interessadas em criar esta organização. Na altura, no seu blogue, também criado nessa altura, foi dado conhecimento da criação do Movimento.

Os problemas então identificados permanecem, no essencial. Mas então, ainda não se falava muito em alterações climáticas, hoje de uma evidência extrema, por mais que os negacionistas intensifiquem a sua acção em contrário.

Na área do Vale de Santarém a poluição continua no canal da Ponte d'Asseca-vala de Azambuja. A ETAR de Santarém continua a não fazer o seu trabalho.

Localidade em leito de cheia, ninguém pensa no que poderá acontecer em caso de inundações, que inesperadas e violentas quedas de água surjam na zona.

A ponte sobre a vala continua sobrecarregada, com viaturas de muitas toneladas acima do que suporta (10 toneladas) a passar por ali.

Nos combros da vala e aproveitando o antigo ramal ferroviário entre o Vale e rio Maior poderia haver uma ciclovia, da nascente à foz, ou seja, de Rio Maior a Azambuja. Proposta às quatro câmaras municipais (Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja, nada dizem, há anos.

Na zona da Ponte do Vale, a ocupação do combro é um escândalo, mas as Câmaras e outras autoridades convivem bem com a situação.

Um canal que poderia ser um local de convívio, de utilização para actividades aquáticas, é um esgoto a céu aberto, ainda por cima com floresta nos combros e até no leito, além de mantos de jacintos, que cobrem as águas. Uma desgraça, um enorme desperdício.

O ribeiro do Vale está sequestrado por interesses de alguns proprietários, que ao longo do seu curso, fizeram represas, desvios das águas.

A água que corre das bicas das duas fontes públicas (de Três Bicas e de Uma Bica) é desperdiçada.

O Pinheiro das Areias foi simplesmente abandonado à sua sorte, para descanso de alguns. Já não existe. E o Vale ficou mais pobre, mas aprece tanto faz.

Praticamente nada melhorou. Uma triste realidade, que o Vale de Santarém não tem sabido contrariar.

Algo poderá mudar, com as próximas eleições autárquicas? Aguardemos. Porém, se os valsantarenos continuarem a conviver pacificamente com este estado de coisas, que sistematicamente diminui a nossa terra, nada a fazer.

Pode ler aqui o que dissemos em 2013, aquando do nosso início.


Saudações ecologistas.

A Coordenação.

2025/04/10

CAMINHADA NO VALE DE SANTARÉM EM 25 D'ABRIL 2025

Integrada nas comemorações do 25 de Abril de há 51 anos, o Movimento Ecologista do Vale de Santarém realiza a tradicional caminhada, num percurso acessível de 5 km, na zona urbana e na envolvente da nossa vila. Vai ser, no âmbito das comemorações promovidas pela Junta de Freguesia.

Constituído em 2013, o Movimento veio realizando diversas caminhadas na área da nossa freguesia, com o objectivo de dar a conhecer, aos nascidos e outros habitantes do Vale, como a outros interessados, essencialmente: 
  1. Os trilhos de natureza e caminhos da freguesia e limites com as freguesias vizinhas, para poder evidenciar os aspectos que, do ponto de vista da proteccão do meio ambiente, estavam em situação crítica, nomeadamente a poluição da vala real (canal para onde foi transferido  o Rio Maior)  - que vem de há décadas e se mantém;
  2. A contínua degradação do Pinheiro das Areias, árvore classificada de Interesse Públco", que não foi objecto das atenções que devia ter, em devido tempo, pela tutela (ICNF  Ministério da Agricultura) e pelo poder autárquico, e dele hoje só resta um enorme coto, perdendo-se a árvore-memória de gerações e símbolo da natureza, que foi puramente abandonada; 
  3. A poluição dos solos em volta da vila, com despejos de materiais de construção e outros;
  4. O deficiente funcionamento da ETAR, que por alguns anos mais contribuiu ainda para a poluição da vala;
  5. A falta de atenção para com o ribeiro do Vale, que em alguns pontos veio sendo objecto de retenções de água, para interesses de alguns moradores, inclsuive com a construção de pequenos lagos e outras barreiras ao curso da água;
  6. A degradação do lugar histórico de lavagem de roupa no chamado "Rio da Quinta", que felizmente, pela nossa insistência e de outras associações e pessoas haveria de ser reabilitado pela Câmara / Junta de Freguesia;
Além disso, o Movimento interveio, com outras duas organizações das margens do rio Maior (o Movimento Ar Puro, de Rio Maior e o ECO-Cartaxo) na mesma problemática da defesa da despoluição deste rio/canal de Azambuja e propondo também a criação de uma ecovia nas suas margens, da sua nascente à foz, em Azambuja.
 
E ainda, o Movimento participa há anos no âmbito das actividades promovidas pelo prtoTEJO - Movimento pelo Tejo, que na bacia hidrográfica do grande rio ibérico tem actividade permanente e consequente, em diversos domínios em que, pelas evidentes alterações climáticas e outros factores, este relevante curso de água é prejudicado, com implicações negativas para os portugueses.

No essencial, todas as razões que levaram à constituição do Movimento Ecologista do Vale de Santarém se mantêm. Por isso, e porque em 25 de Abril devemos recordar e afirmar a Liberdade alcançada em 1974, é com a nossa caminhada que propomos que a celebremos e vivamos. Todos os dias.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.







2024/09/08

A EXIGÊNCIA DE UM VERDADEIRO REGIME DE CAUDAIS ECOLÓGICOS NO RIO TEJO

Continua a luta por um verdadeiro regime de caudais ecológicos no rio Tejo, e não se aceite a esmola de Espanha de caudais mínimos diários.

O proTEJO, organização na qual nos incluímos, dá conta dessa fundamental exigência, subscrita por um conjunto de 31 organizações portuguesas, espanholas e europeias, ambientalistas, sociais, culturais e autarquias, e que a defesa da implementação de um regime de caudais ecológicos foi ainda acompanhada pelas comunidades intermunicipais do Médio Tejo, Lezíria do Tejo e Beira Baixa, faltando a solidariedade da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e dos seus municípios para com aqueles situados a montante do rio Tejo.

Pode ler a publicação do proTEJO - Movimento pelo Tejo, organização na qual nos incluímos, aqui:


A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.



2024/08/30

11 ANOS DEPOIS DA FUNDAÇÃO DO MOVIMENTO ECOLOGISTA DO VALE DE SANTARÉM

Foi em 30 de Agosto de 2013 que se fundou o Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Do que foi a nossa actividade até agora, encontra o que foi publicado no nosso blogue, em http://movecologsita.blogspot.com/.

A mensagem de apresentação, está na publicação cujo link é o seguinte:

De então para cá, muito aconteceu. Porém, para sermos claros, os problemas identificados continuam, na nossa zona, e alguns foram até soterrados por quem nada quis fazer, até agora, apesar das evidências e das chamadas de atenção, das reclamações, das propostas, das actividades de denúncia do nosso Movimento e de outras organizações da região onde estamos inseridos - o Movimento Ar Puro, de Rio Maior e o Eco-Cartaxo.

Não podemos desistir. É nesse propósito que estamos, apelando a quem vive na nossa terra, de todas as idades, para que não viremos as costas ao direito e dever de cidadãos (que a própria Constituição inclui) para protecção e preservação da natureza, contra os malefícios evidentes que, neste domínio, continuam a acontecer. Por nós, pelos nossos filhos e netos e pelos vindouros.

A poluição, as alterações climáticas, ganham esta guerra, se não actuarmos contra quem promove este ciclo de desgraça fatal, que continua e se intensifica.

Saudações ecologistas.

A Coordenação.