19/03/2015

PLANTAÇÃO DE ÁRVORES NAS MARGENS DO RIBEIRO DO VALE DE SANTARÉM. FOI NO DIA 14 DE MARÇO.

No âmbito de um programa da Câmara Municipal de Santarém, denominado "Reabilitar Troço a Troço", decorreu no passado dia 14 de Março (sábado) uma plantação de árvores nas margens do ribeiro que atravessa o Vale de Santarém, conhecido, conforme o local, por rio das Patas-rio de Cima-rio da Quinta-rio dos Loureiros-rio da Elóia-rio da Cabine-rio da Mari Elvira-rio das Guiomares... até à foz, no rio Maior. 

A anteceder a acção no terreno houve uma sessão na Sro V. Santarém, na qual a vereadora da C.M.S. com o pelouro do Ambiente, Dra. Inês Barroso, falou sobre o programa, após o que o presidente da Junta de Freguesia do Vale de Santarém, Manuel João Custódio também usou da palavra, salientando, entre outros aspectos, esperar maior afluência de participantes. Esta parte continuou com uma apresentação informativa, por parte de membros do corpo técnico da C.M.S.


A terminar a sessão na Sociedade Recreativa Operária, pela parte do Movimento Ecologista foi salientada a importância destas medidas, tendo também sido dito que há duas situações graves no Vale de Santarém: 



  1. A situação de poluição do rio Maior/Vala, que se mantém há dezenas de anos, motivada por danos causados por suinicultoras, por fábricas (em particular a fábrica de tomate de S. João da Ribeira) e também a ETAR de Santarém, todas descarregando efluentes não tratados nos afluentes do rio Maior e também directamente no próprio rio ; 
  2. A situação de degradação do Pinheiro das Areias, que exige medidas concretas e urgentes, sob pena de caminhar rapidamente para o seu fim. 
Sobre estes dois assuntos informou a vereadora que estão a ser estudadas medidas, as quais serão anunciadas oportunamente.  

De seguida passou-se à plantação das árvores, iniciando-se a tarefa nas proximidades do Jardim Público, onde foram colocadas 45 árvores, tendo depois continuação nas proximidades da Urbanização Nova - antigas hortas das Guiomares, onde houve a participação de alunos da A.P.P.A.C.D.M. 


O Movimento Ecologista participou nesta acção, assim como outras associações do Vale de Santarém, que foram igualmente convidadas. É nosso entendimento que importará assegurar, futuramente, uma divulgação atempada e adequada de acções deste tipo, nomeadamente promovendo a participação de crianças e jovens (para além de população adulta, obviamente) dado ser imperioso começar a facultar aos mais novos conceitos e práticas nesta área crucial da vida: a protecção da água, da floresta, da natureza.


Pela nossa parte, dado que estamos em conversações com escolas (Escola Básica do Vale de Santarém e CES-Fonte Boa) temos intenção de sugerir que as árvores agora plantadas sejam "apadrinhadas" por alunos dessas escolas, promovendo assim uma primeira ligação com a acção realizada, apesar de ocorrer após a plantação.


A finalizar: o vídeo que apresentamos (clicar no link abaixo) é uma síntese desta acção, a qual precisa de ser continuada noutros pontos do ribeiro do Vale de Santarém.


https://youtu.be/dwa7tbIkCDU


A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém

Carlos Vieira-Francisco Nascimento Ferreira-Manuel João Sá 

16/02/2015

LANÇAMENTO DO MOVIMENTO SALVEMOS O PINHEIRO DAS AREIAS!

ESTÁ EM PERIGO O PINHEIRO DAS AREIAS, ÁRVORE MONUMENTAL, CLASSIFICADA DE INTERESSE PÚBLICO.


O Pinheiro das Areias é uma árvore de grande porte, que existe no Vale de Santarém. Faz parte da história da nossa vila e está na memória colectiva da nossa população, pois poderá ter quase trezentos anos. 

Já nos referimos aqui, algumas vezes, ao nosso Pinheiro das Areias. Está nas nossas preocupações e é, para os Vale-Santarenos, mais uma razão de tristeza, cuja solução não querem ver adiada. Se o Pinheiro das Areias está a degradar-se, dia a dia, temos de salvá-lo, unindo-nos nesse sentido.

O que o Pinheiro das Areias - Vale de Santarém - já foi,
há décadas.
O que o Pinheiro das Areias - Vale de Santarém - é hoje,
em 2015.
Expostas, as raízes do Pinheiro das Areias - Vale de Santarém -
são sintoma de futuro muito difícil,
se não forem tomadas medidas


Foi por estas razões que o Movimento Ecologista do Vale de Santarém lançou o movimento cívico SALVEMOS O PINHEIRO DAS AREIAS! Ao fazê-lo, cumpre o seu dever e exorta os Vale-Santarenos, assim como todos os nossos Amigos e todos os que queiram associar-se a esta causa, a tomar parte neste objectivo.

O Movimento foi lançado na nossa página no facebook e conta já com mais de 350 apoiantes.

Ao divulgarmos agora esta iniciativa no nosso blog queremos chegar a outras pessoas, que não estão no facebook.

Em breve vamos divulgar outras formas de dar a conhecer esta acção para salvar o Pinheiro das Areias, recolhendo também desse modo mais apoios neste sentido.

Queremos que as entidades que têm alguma relação com o assunto, tomem medidas efectivas para salvar o Pinheiro das Areias. 

Sabemos que o problema não é novo para tais entidades, pois já foi objecto de tomadas de posição, a última das quais terá sido no âmbito da Assembleia de Freguesia do Vale de Santarém, em 2012, como se pode ler no texto a seguir, que nos foi enviado pelo nosso Amigo Arménio Francisca Gomes, autor do documento:


"A 21 de Maio de 1992, sendo Primeiro-Ministro de Portugal o Prof. Aníbal Cavaco Silva, foi publicado no Diário do Governo a classificação do Pinheiro das Areias como árvore de interesse público.

O Pinheiro das Areias, no Vale de Santarém, com mais de 200 anos, é uma das duas árvores classificadas do concelho de Santarém. Trata-se do pinheiro manso com maior perímetro de base medido em Portugal (perto de oito metros) que, sem outros pinheiros à sua volta, atingiu uma envergadura enorme, com um tronco que é, pelo que se conhece, único em Portugal.

Consideradas “património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico” as árvores de Interesse Público têm um estatuto de proteção idêntico ao do património edificado classificado. Beneficiam de uma zona de proteção de 50 metros em redor da sua base, sendo qualquer intervenção na área envolvente ou nelas próprias, condicionada a parecer da ICNF. “Toda a árvore de interesse público não poderá ser cortada ou desramada sem autorização prévia da Autoridade Florestal Nacional, sendo todos os trabalhos efetuados sob sua orientação técnica”, segundo se lê na página online do ICNF.

A árvore encontra-se em situação de perigo devido, não só à erosão natural das terras envolventes, mas também àquela que decorre da movimentação de pessoas que habitam em barracas no terreno envolvente e se encontram em situação social altamente degradante.

Em Março de 2011, o atual Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Gonçalves, então vereador com o pelouro das Freguesias, em entrevista ao Correio do Ribatejo, assegurou que o assunto não estaria esquecido. Encontrando-se já concluído o estudo para a drenagem do terreno e, em breve, estaria terminado o projeto respeitante ao muro de sustentação das terras, pelo que, dentro de alguns meses, seria possível avançar com a obra, segundo informou o vereador. Volvido mais de um ano, a situação apenas se agravou e a prometida intervenção não saiu do papel.

Assim sendo, vem a Assembleia de Freguesia do Vale de Santarém propor que o atual executivo camarário envide esforços para que este assunto não fique no esquecimento e que as ações já projetadas passem definitivamente à prática, o mais rápido possível, devido ao risco eminente de se perder este rico património da nossa Vila, do concelho e
do País.".

Portanto, concluímos: três anos depois, nada foi feito. Ou seja, o Pinheiro das Areias não mereceu a atenção de quem devia e, por isso, continua a sua degradação. Os Vale-Santarenos, e outros que queiram associar-se, têm uma palavra a dizer. Nós vamos contribuir para que assim seja. É que é imperioso SALVAR O PINHEIRO DAS AREIAS.



A Coordenação

19/01/2015

ECOVIAS - UMA REALIDADE EM PORTUGAL, PARA A QUAL TAMBÉM QUEREMOS CONTRIBUIR COM A ECOVIA DO RIO MAIOR/VALA REAL DE AZAMBUJA

CRESCE O MOVIMENTO PARA A CRIAÇÃO DE UMA ECOVIA NAS MARGENS DO RIO MAIOR/VALA REAL DE AZAMBUJA

O movimento para a criação de uma Ecovia, entre Rio Maior e Azambuja, junto ao rio Maior/vala de Azambuja é um projecto lançado por três organizações ecologistas (Movimento Ar Puro, de Rio Maior, Eco Cartaxo e Movimento Ecologista do Vale de Santarém) que já conta também com o Clube do Mato e muitos outros interessados, a nível individual: caminheiros, participantes em BTT, pescadores, caçadores, por exemplo. 
Se a criação de uma Ecovia, com base no trajecto do antigo ramal ferroviário entre Rio Maior e o Vale de Santarém, continuando depois pelo combro da vala até Azambuja, é para alguns uma miragem, vejam-se as Ecovias que já existem em Portugal, algumas delas utilizando soluções semelhantes às que defendemos. É só clicar em

http://noctulachannel.com/ecopistas-em-portugal/

Juntamos duas fotos de pontos do trajecto do antigo ramal de Rio maior, entre Rio Maior e o Vale de Santarém, por onde poderá passar a Ecovia cuja criação se propõe.

Na Ponte de Celeiro, por onde passava o antigo ramal de Rio Maior.

Próximo do chamado Entroncamento Espanhol.
Por aqui passava o antigo ramal de Rio Maior. O rio corre à direita.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

17/01/2015

DIA 24 JANEIRO - SÁBADO - 15 HORAS. SESSÃO ABERTA NO VALE DE SANTARÉM

Apelando à participação dos Vale-Santarenos, o Movimento Ecologista do Vale de Santarém - independente e apartidário - vai realizar uma sessão aberta à população, com o objectivo de apresentar o programa de acções a desenvolver durante o ano de 2015.




Esperamos por vós.

Agradecemos a atenção da Junta de Freguesia do Vale de Santarém, na pessoa do seu Presidente, ao disponibilizar a sala para realizarmos esta reunião.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

04/01/2015

2015 DE SAÚDE E PAZ. E MUITA ACÇÃO ECOLOGISTA PARA A DEFESA DO AMBIENTE NO VALE DE SANTARÉM.

Entrámos em 2015. O Movimento Ecologista do Vale de Santarém, fundado em 30 de Agosto de 2013 - somos ainda muito recentes - vai continuar a sua acção pelos objectivos a que se propôs, pela defesa do ambiente na nossa terra. 

Damos particular destaque à necessidade de despoluição do rio Maior / Vala Real de Azambuja. A situação que o rio vive, com poluição desencadeada pelas suinicultoras, pela fábrica de tomate de São João da Ribeira e pelas descargas dos esgotos urbanos, é de calamidade. Pouco falada, foi passando sem grandes referências, até que o nosso Movimento, conjuntamente com o Movimento Ar Puro, de Rio Maior, e a Eco-Cartaxo, iniciou um processo de denúncia sistemática do estado a que o rio chegou. Existe um tal despudor quanto a este assunto, que até a ETAR de Santarém continua a lançar efluentes não tratados no rio Maior, através de uma vala que desagua na Ponte de Asseca, vinda dos lados da povoação de Peso.


 O rio Maior/Vala de Azambuja, na zona de Ponte de Asseca,
entre Santarém e Vale de Santarém. Para além da poluição,
que chega ao rio, a montante deste ponto, motivada por
suinicultoras e fábrica de tomate, ainda lhe chegam efluentes
não tratados, da ETAR de Santarém. Foto de 19Maio2014,
onde desagua a ribeira que vem da zona de Peso.


Outra grande prioridade do nosso Movimento é a defesa do leito do ribeiro que atravessa o Vale de Santarém e desagua no rio Maior / Vala. Este ribeiro, histórico curso de água ligado à nossa terra, à vida dos Vale-Santarenos, desde sempre, é o chamado Rio das Patas, de Cima, da Quinta, dos Loureiros, da Praça, da Elóia, da Cabine, da Mari Elvira, das Guiomárias... nomes que lhe advêm do local por onde passa. Algumas faltas de cuidado e utilizações indevidas, a par de acções de vandalismo, ameaçam transformar este nosso rio num vazadouro, aonde também chegam os tubos que vêm das residências. Há que evitá-lo - o Vale já tem saneamento básico há anos e não se percebe como é que águas de lavagens e outras são direccionadas para o ribeiro.

Ribeiro que corre ao longo do Vale de Santarém e desagua no rio Maior.
Este ribeiro merece atenção, pois mantém diversas situações do tipo
que a foto mostra: canos deitando águas de limpezas e outras.
Além disso, há pessoas que para ele deitam toda a espécie de lixos.

O Pinheiro das Areias, árvore monumental, classificada, por ser o pinheiro manso de maior perímetro de copa que se conhece, é outra riqueza histórica de que temos de cuidar. Os Vale-Santarenos mais antigos sempre respeitaram o célebre pinheiro, cuja idade anda acima dos 500 anos! Debaixo da sua frondosa copa, sob a sua enorme sombra, centenas e centenas de crianças, jovens e adultos, ao longo de muitas décadas, gozaram do prazer daquela companhia única, que é avistada de muitas partes da nossa terra. Ali brincámos, namorámos, convivemos. Ir ao Pinheiro das Areias era ir a um lugar especial, na nossa terra. Nas últimas décadas, e de uma forma crescente, o Pinheiro das Areias veio sendo sujeito a pressões e ataques de todo o tipo. A sua enorme copa tem vindo a diminuir a olhos vistos, perguntando-se se tem vindo a ter a mais adequada protecção e tratamento por parte das entidades que deviam fazê-lo. As suas raízes, também por que a terra em volta tem vindo a desaparecer, sobretudo de um dos lados, começam a ficar à vista, expostas ao sol e à chuva, à erosão que põe em perigo o futuro do pinheiro. A ocupação urbana, nas suas proximidades, tem ajudado a degradar ainda mais a situação. Precisa, portanto, de atenção e de tratamento urgente, por quem saiba. Precisa de ser conhecido o seu estado. É necessário que se saiba que aquele pinheiro está ali, que é uma árvore monumental, única, e que precisa de ser salva. Temos sugerido, até, que à entrada da travessa seja colocada uma placa que oriente as pessoas que querem conhecer a localização do pinheiro, e sabemos que há esse interesse. Esta seria uma forma de lhe dar visibilidade, pois é um exemplo de árvore que merece ser conhecida. Como um monumento. A quem cabe tomar tal medida? À Junta de Freguesia? A outra entidade? Qual? Vamos actuar no sentido também de ajudar a dar resposta a estas perguntas.


Pinheiro das Areias - Vale de Santarém. Árvore monumental,
o pinheiro manso de maior perímetro de copa que se conhece.
Foto de há alguns anos. 

Pinheiro das Areias - Vale de Santarém. Árvore monumental,
o pinheiro manso de maior perímetro de copa que se conhece.
Foto de 14 Dez 2013. O pinheiro em decadência, necessitando,
com urgência, de intervenção técnica, específica.

Outra área que sugere acção ecologista é a da defesa e preservação do património histórico edificado que é propriedade da freguesia. Referimo-nos às nossas fontes - de Três Bicas e de Uma Bica - verdadeiras relíquias da nossa terra, que continuam a deitar água há muitas décadas, sem parar, todo o ano. Históricas, imperdíveis, não só pela água que deitam, não só pelo facto de serem fontes conhecidas, mas também por serem espaços que marcaram as gentes da terra, por serem de convivência, de aprendizagens, de iniciação a muitos aspectos da vida, inclusive para gente de outras terras em volta, que ainda hoje continuam a acorrer ali, para colher água fresca, potável. Uma riqueza que começa a ser excepção, se considerarmos que, em tantas aldeias, as fontes secaram ou estão com água imprópria para beber.


Fonte das Três Bicas, no Vale de Santarém. Renovada em 1940. Recentemente
alvo de acção de vandalismo - roubaram-lhe as bicas, de cobre. Continua
a deitar água, desde que construída. Sem parar.

Fonte de Uma Bica, no Vale de Santarém. A água que deita
vem da mesma origem da da Fonte de Três Bicas. Também
continua a deitar água, desde que construída. Sem parar.

Enfim, importa-nos também a defesa da preservação do Pombal, bem resultante do que ficou do património da Quinta das Rebelas, infelizmente reduzida a escombros, por razões tristes a que os Vale-Santarenos assistiram, impotentes e incrédulos, perante tanto desperdício - material, mas sobretudo cultural, sentimental, histórico. Como foi possível que o lugar ligado à mais importante obra do romantismo, em Portugal - Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett - tenha ido caminhando para a morte anunciada, culminando em incêndio e roubos, ao que se diz. Porém, salvou-se o Pombal. Que seja definitivamente entregue à terra. Que a Junta de Freguesia trate disso e que seja feita a sua salvaguarda física e preservação histórica do edifício e do espaço, curiosamente também em perigo.


Pombal, no Vale de Santarém. Pertencia à Quinta do Desembargador,
conhecida por Quinta das Rebelas. Não sendo ainda propriedade
da Freguesia, importa que tal se concretize e que este património
colectivo histórico do Vale de Santarém seja preservado.

Outras áreas vamos ter em mente, em 2015. E uma delas é a nossa relação com as escolas da nossa terra. Nesse sentido tivemos um primeiro contacto com a directora da Escola Básica e também com a coordenadora da CES-Fonte Boa. Importa que, como dizemos desde o princípio, as crianças sejam desde cedo iniciadas nas práticas ecologistas e, nos programas escolares, essa preocupação exista e seja alimentada, todos os anos, na relação com a natureza envolvente, com o que existe, com o que é observável, palpável e manipulável na nossa própria terra. Felizmente tivemos o melhor acolhimento e estamos disponíveis para a colaboração que, da nossa parte, as escolas esperam e, sobre o qual, vamos conversar.


Parque infantil da Escola Básica do Vale de Santarém.


CES-Fonte Boa - As crianças, na aprendizagem fundamental na relação
com a Natureza.

Por último, um novo projecto - a construção de uma Ecovia, ao longo do rio Maior/Vala, entre a Cidade de Rio Maior e Azambuja. Com as outras duas associações já mencionadas - o Movimento Ar Puro, de Rio Maior e a Eco-Cartaxo - iniciámos este objectivo, que requer o envolvimento de outras organizações e muitas pessoas das povoações ao longo do rio. Objectivamente esta acção abrange quatro concelhos: Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja. A Ecovia poderá aproveitar o curso do antigo ramal ferroviário entre Rio Maior e o Vale de Santarém. Depois poderá continuar pelo combro do rio Maior/Vala, até Azambuja, obviamente com as apropriações que sejam necessárias. Com esta Ecovia poderá abrir-se uma nova e valiosa via de beneficiação e valorização ao longo do rio, com muitos beneficiários, desde logo o próprio rio, mas também as populações nas suas proximidades. Ganharão os praticantes de pesca desportiva e outra, de passeios de BTT e em bicicleta, os caminheiros, os praticantes de canoagem, de orientação geográfica, de observação de aves, de fotografia, outros. Experiências deste tipo, muito positivas, noutros locais do nosso país e no estrangeiro, mostram que, sem grandes custos, é possível e aconselhável investir neste sentido, promovendo ao mesmo tempo a defesa e conservação da natureza. Sabemos que este objectivo não se consegue de um dia para o outro. Porém, temos confiança de que se trata de ideia de valia, na qual estamos envolvidos para, com o contributo do nosso Movimento e dos Vale-Santarenos e outros interessados, conseguirmos um futuro mais radioso para o rio Maior e para as suas margens.


Curso do rio Maior, entre a nascente e a foz, ao longo do qual defendemos
a construção de uma Ecovia, aproveitando o troço do antigo ramal
ferroviário entre Rio Maior e o Vale de Santarém e, também, o combro
do rio maior/Vala Real de Azambuja.

Outras ideias e acções iremos desenvolver, como caminhadas, concurso de pesca, passeios de natureza e outros, que a seu tempo anunciaremos, assim como uma reunião aberta à população do Vale de Santarém. Para bem da nossa terra, do presente e do futuro do Vale de Santarém e dos seus habitantes.


Terminamos, desejando saúde e paz em 2015 e

Saudações Ecologistas,

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém
Carlos Vieira - Francisco Nascimento Ferreira - Manuel João Sá.  

23/12/2014

MOVIMENTO DE CRIAÇÃO DE ECOVIA AO LONGO DO RIO MAIOR/VALA DE AZAMBUJA

NO DIA 19 DE DEZEMBRO HOUVE REUNIÃO ENTRE CINCO ASSOCIAÇÕES, QUE TERMINOU COM CONSONÂNCIA DE IDEIAS TENDO EM VISTA ESTE OBJECTIVO


Com vista a levar por diante a intenção de criar a Ecovia, as três associações ecologistas que anunciaram esta ideia,
(Eco-Cartaxo, Ar Puro-Rio Maior e Movimento Ecologista Vale de Santarém)
reuniram dia 19 Dez. com a EICEL 1920 e o Clube do Mato, associações da região de Rio Maior. Desta reunião resultou a consonância de ideias quanto a este objectivo. Estão previstas outras reuniões com associações existentes ao longo do rio, que se estende por quatro concelhos: Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja.

Estas novas reuniões serão com associações de caminheiros, praticantes de BTT, clubes de pesca, clubes de canoagem, grupos de orientação e de outras práticas em ambiente de natureza. Oportunamente, a ideia será apresentada às autarquias.

O percurso da Ecovia poderá aproveitar o traçado do antigo ramal ferroviário entre Rio Maior e o Vale de Santarém, por onde se escoava o minério de carvão da Mina do Espadanal, de rio Maior, e de que existe uma importante associação de mineiros, a qual está no facebook e cujos links são:

Também o Clube do Mato está na internet. Os links são:

Na foto, os membros das cinco associações participantes na reunião de 19 de Dez. 2014, realizada na sede da Associação de Mineiros da EICEL 1920, em Rio Maior.



21/12/2014

FELIZ NATAL! SAÚDE E PAZ!



Feliz Natal! Saúde e Paz, são os votos do Movimento Ecologista do Vale de Santarém, para todos os Vale-Santarenos, para as Organizações Ecologistas, para todos os que estão connosco, num abraço de solidariedade, de comunhão dos ideais da defesa do ambiente e da liberdade.

Simbolicamente, "Vestimos de luz" o Pinheiro das Areias, a Árvore Monumental que nasceu pequenino e se foi tornando grande, até ser o pinheiro manso de maior perímetro de copa que se conhece - já prejudicado por diversas mutilações indevidas. Árvore classificada, de interesse histórico, natural e ecológico. Tem mais de 500 anos. A sua defesa e preservação é um dos grandes objectivos do Movimento Ecologista do Vale de Santarém e um desejo dos Vale-Santarenos.

Movimento Ecologista do Vale de Santarém. 
A Coordenação
Carlos Vieira - Francisco Nascimento Ferreira - Manuel João Sá.