09/10/2014

NO VALE DE SANTARÉM, EM 25 DE OUTUBRO 2014 - CAMINHADA PELA VIDA + GINCANA DE BICICLETA

PELA SAÚDE, PELA ECOLOGIA. PELA VIDA. 

É com muito gosto que anunciamos nova realização no Vale de Santarém, desta vez numa organização conjunta do Grupo de Dadores Benévolos de Sangue e do Movimento Ecologista. De facto, partilhando objectivos comuns, de promoção e defesa da vida, tanto dos seres humanos como da natureza, as direcções das duas organizações encontraram-se para levar a cabo estas duas acções, nas quais se vão empenhar para que sejam bem-sucedidas, com benefício para os Vale-Santarenos.

Assim, a caminhada é uma actividade muito salutar, não só pelo que permite nos domínios físico e psicológico, mas também pelo que promove de contacto com a natureza, onde, infelizmente, nem tudo corre bem - veja-se a poluição que, há anos, ataca o rio Maior/Vala. Ora, esta caminhada, decorrendo em parte no cômoro da vala, leva os participantes ao histórico rio, um dos mais importantes afluentes do Tejo, onde lança águas poluídas por suinicultoras, fábrica de tomate e esgotos urbanos - ETAR de Santarém. É, assim, uma caminhada em defesa da vida: das pessoas e do próprio rio.

A gincana de bicicleta, actividade que há muitos anos não se realizava no Vale de Santarém, tem igualmente essa componente do exercício físico e, também, do desafio, da brincadeira, da partilha de habilidades, favorável no plano psicológico, do divertimento, para além da competição, que se deseja saudável.

As duas actividades vão ser acompanhadas pelo Grupo de Dadores Benévolos de Sangue para, no âmbito da sua acção, realizar acções ligadas com a saúde das pessoas e com a promoção da dádiva de sangue, envolvendo desde as crianças aos adultos e mais idosos.

Dado que a 1ª caminhada que o Movimento Ecologista realizou, no ano passado, teve mais de 40 participantes e, por outro lado, havia já muitos Vale-Santarenos a perguntar... "então, quando vamos caminhar outra vez?..." estamos a admitir que haverá muitos interessados. O mesmo pensamos em relação à gincana de bicicleta, uma novidade para muitos, sobretudo para os mais novos. Todos podem participar, das crianças aos mais velhos. É o que mais desejamos: tanto nós, Movimento Ecologista como o Grupo de Dadores de Sangue.

As inscrições para almoço - uma vez que pode haver participantes, na caminhada ou na gincana, que não queiram marcação para almoço - poderão ser feitas consoante o cartaz que divulgamos abaixo.

Resta referir que o Grupo de Dadores de Sangue e o Movimento Ecologista vão ter uma equipa conjunta a tratar de tudo, desde as inscrições, à própria realização das actividades e seu acompanhamento, bem como da confecção e serviço do almoço. Outra particularidade: a organização da gincana, nos seus aspectos técnicos, vai ter a intervenção do Paulo Monteiro e de outros colaboradores, o que muito se agradece desde já. A caminhada começa às 9 H00 e a gincana começa às 14 H 30, as duas junto ao Jardim Público do Vale de Santarém.

Esta realização, para a qual vai ser feito seguro,  conta com o apoio da Junta de Freguesia do Vale de Santarém. 

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém
Carlos Vieira - Francisco Nascimento Ferreira - Manuel João Sá.


11/07/2014

RIO MAIOR/VALA DE AZAMBUJA LIVRE DE POLUIÇÃO - VÍDEOS UM PASSEIO DE BTT, EM DEFESA DA DESPOLUIÇÃO DO RIO

Acabamos de publicar vídeos do Passeio de BTT e outras bicicletas, realizado no dia 25 de Abril de 2014, no âmbito das comemorações levadas a cabo pela Junta de Freguesia do Vale de Santarém, dos 40 anos do 25 Abril. 

A organização do passeio pertenceu ao Movimento Ecologista do Vale de Santarém, pois esta acção estava incluída no nosso plano de acção para o 1º semestre deste ano.



Os vídeos são apresentados no nosso canal no YouTube, em:

Para ver e comentar estes vídeos clique no link.


Faremos um video resumo sobre o passeio de BTT, composto por estes e alguns mais, que divulgaremos oportunamente.

Foi uma acção muito participada (mais de 40 ciclistas) tendo o percurso permitido a proximidade ao rio, onde, em alguns pontos, a cor da água e o mau cheiro deram bem a nota de como o rio Maior/vala de Azambuja está doente.


Temos em vista realizar, ainda este ano, outras acções de natureza, inseridas nos nossos objectivos de defesa do ambiente no Vale de Santarém, que serão anunciadas a seu tempo, para uma participação ampla dos cidadãos da nossa terra e outros, de todas as idades, 


como felizmente tem vindo a acontecer​
.
​Saudações fraternas




Movimento Ecologista do Vale de Santarém

A Coordenação

09/07/2014

PINHEIRO DAS AREIAS - ÁRVORE MONUMENTAL, NO VALE DE SANTARÉM - SAIU NOVA PORTARIA, PARA SUA PROTECÇÃO

Pinheiro das Areias - Árvore Monumental,
Classificada de Interesse Público em 1992
- Vale de Santarém - 
Muitos de nós, Vale-Santarenos, conhecemo-lo assim (foto à direita). Quando crianças, fomos até lá brincar, sob a sua enorme sombra, apanhar pinhões, tentar subir pelo seu enorme e largo tronco. Tentámos mesmo medi-lo, ligando-nos, pelas mãos, uns ao lado dos outros, para determinarmos quantos abraços nossos ele comportava. Debaixo dele, ou nas suas imediações, jogávamos à bola, de trapos, de borracha ou de "catchumbo", a qual, se tivéssemos a má sorte de mandar para os lados da porta da velha Mari da Serra, certo e sabido já não voltava, era esventrada por uma faca que a velha, barbuda e raivosa, coitada, já tinha preparada para tal. Pinheiro das Areias que, mais tarde, visitávamos já na adolescência, no tempo de namoro e depois recordávamos, nos tempos da emigração ou da guerra, na Índia ou em África, talvez para para a voltarmos a ver, um dia, depois do regresso...

Pinheiro das Areias (Vale de Santarém)
em 2013, já tendo sofrido mutilações
e sujeito a um processo de abandono, desleixo,
degradação e poluição envolvente.
Foram passando os anos, para nós e para o Pinheiro das Areias, talvez mais depressa do que pensávamos. Outros tempos e outras atitudes (ou falta delas) a que se foi somando o avançar da idade da monumental árvore, vieram mostrar que o perigo se aproximava dela. Hoje, como se vê na foto do ano passado (em cima) o Pinheiro das Areias está assim: mutilado, rodeado de outros pinheiros (não é mau ter companhia de outros pinheiros, talvez seus filhos, seus netos) porém o pior é que passou a ter muitas raízes à mostra – algumas têm vindo a ser cortadas, danificadas – não foi acompanhado, protegido, antes pelo contrário está sujeito ao abandono, o lixo e a poluição crescem à sua volta - foto abaixo. 
Uma das zonas onde as raízes do Pinheiro das Areias
estão à mostra, sujeitas a degradação e maus tratos.
No tempo em que brincávamos debaixo da sua copa, víamos que era uma árvore muito grande, só não sabíamos que era o pinheiro de maior perímetro de copa, pelo menos da Península Ibérica. Hoje sabemos - basta ir à net, em

http://www.icnf.pt/portal/florestas/aip/aip-monum-pt


que à data da sua classificação teria uma idade de 350 a 400 anos. Foi classificada de interesse público no Diário da República n.º 17, II Série de 21.05.92.


O Movimento Ecologista do Vale de Santarém assumiu desde a sua fundação a defesa e preservação do Pinheiro das Areias. Não só porque esta imponente e histórica árvore existe na nossa terra, mas também porque sendo ela a árvore que é, consiste num símbolo admirável, que congrega decerto sentimentos em defesa das árvores e da natureza em geral, ao mesmo tempo um símbolo e memória colectiva, um monumento da nossa terra. 

Satisfaz-nos, por isso, que tenha saído uma nova Portaria, com o nº 124/2014, de 24 de Junho, que regulamenta a Lei nº 53/2012. E o que diz a Portaria? Lê-se no jornal PÚBLICO, edição de hoje, 9 de Julho 2014, pg. 28., num artigo de Marta Lourenço, que reproduzimos aqui, com muito gosto.

ÁRVORES-MONUMENTO ESTÃO DE NOVO PROTEGIDAS

Património natural
Marta Lourenço
Há árvores consideradas monumentos-vivos pelas suas características peculiares. A lei que as protegia desde 1938 tinha sido revogada há mais de dois anos e, desde então, o arvoredo de interesse público estava desprotegido enquanto esperava regulamentação.
A nova lei, de Setembro 2012, foi agora regulamentada numa portaria, que entrará em vigor a 1 de Agosto. A portaria n.º 124/2014, de 24 de Junho (que regulamenta a Lei n.º 53/2012), determina os critérios e os procedimentos de classificação e de desclassificação das árvores. Como noticiou o PÚBLICO a 5 de Junho, as 472 árvores isoladas e os 82 arvoredos classificados até agora estavam expostos a vários perigos, como o abate ou os cortes inapropriados.
Após várias iniciativas para que a lei de 2012 fosse regulamentada, incluindo uma resolução da Assembleia da República, isso concretizou-se agora: as árvores já classificadas voltam a estar plenamente protegidas e as que justifiquem uma classificação podem concluir esse processo.
Em relação a novos pedidos, a portaria define o processo a seguir.
Ficaram claros não só os procedimentos e critérios de classificação mas também de desclassificação e as intervenções necessárias e possíveis.
“As intervenções urgentes devem limitar-se sempre ao estritamente necessário (...), devendo realizar-se com o menor sacrifício do arvoredo e das condições da sua zona geral de protecção.” O corte do tronco, de ramos ou raízes, bem como a remoção de terras ou escavações na zona protegida, são considerados contra-ordenações puníveis com coimas.
Consoante o grau de gravidade e o número de pessoas que praticam a infracção, as coimas podem ir dos 500 aos 500.000 euros.
Uma árvore pode ser classificada pelo porte, desenho, idade ou raridade.
A antiguidade é um dos parâmetros.
A portaria aplica-se aos “povoamentos florestais, bosques ou bosquetes, arboretos, alamedas e jardins de interesse botânico, histórico, paisagístico ou artístico”.
O eucalipto mais alto da Europa, com 72 metros, em Coimbra, a azinheira das aparições de Fátima e a oliveira de Pedras d’el Rei, com 2210 anos, perto de Tavira, estão agora mais longe de certos perigos.

Pelas mesmas razões, também estará mais longe de certos perigos o Pinheiro das Areias, dizemos nós


PORTANTO, JUNTA DE FREGUESIA DO VALE DE SANTARÉM, VALE-SANTARENOS… MAIS UM SUPORTE PARA A DEFESA INTRANSIGENTE DA PRESERVAÇÃO DESSA ÁRVORE HISTÓRICA: NOSSA, DA REGIÃO, DO PAÍS. DA NATUREZA TODA. 

11/06/2014

DESCIDA DO RIO MAIOR-VALA DE AZAMBUJA POR MEMBROS DO MOVIMENTO ECOLOGISTA DO VALE DE SANTARÉM

No âmbito das nossas actividades para o 1º semestre de 2014 constava a descida do rio, entre a ponte do Vale e a ponte de Santana (Cartaxo). Foi no dia 29 de Março que, com muito sol e bom tempo, lá fomos, para a descida. Com que objectivos? Ver o rio de dentro, navegar no seu leito num troço preciso, identificado, e observar o que nele se passa. E assim foi. Três membros do Movimento Ecologista do Vale de Santarém, de barco a remos -  o motor recusou-se a colaborar à última hora - cumpriram a tarefa, numa manhã cheia de sol, no silêncio do rio, aqui e ali quebrado pelo cantar dos rouxinóis, melros e outra passarada, enquanto alguns guarda-rios e galinholas se ficavam por breves aparecimentos e as cegonhas e abibes voavam alto, em redor. E o que vimos?

A situação de mau cheiro que encontrámos foi bem perto da ponte do Vale. Cheiro a dejectos humanos ou de porco. Ao longo de todo o percurso não encontrámos situação semelhante, mas sim uma grande diversidade de objectos de grande porte lançados ao rio, restando saber se lançados na zona onde se encontravam ou se teriam vindo na corrente. Exemplos: mobílias, pneus, frigoríficos, partes de automóveis (como para-choques) e roupas, além de enorme quantidade de objectos de plástico, de diversas dimensões, como garrafões, bidões e garrafas e também  materiais vindos das culturas próximas - plástico preto e tubos de rega.

Outra particularidade foi a grande quantidade de salgueiros em pleno leito do rio, alguns de grande porte já, dificultando a navegação. Muitos destes salgueiros são a extensão dos que, estando no cômoro, caíram ao rio, porque o seu caule está carcomido, no cômoro. É bem visível que há muitos anos não há limpeza no cômoro, daí que muitos salgueiros de grande porte, mais inclinados para o rio, provavelmente por acção das cheias, não aguentem e se precipitem nas águas, continuando aí a sua vida.


Outra coisa negativa que encontrámos foi uma mancha enorme de jacintos numa parte específica do percurso da vala, entre a ponte do Ferreira e a ponte de Santana, de tal modo que tivemos de retirar o barco e reiniciar a viagem mais a jusante.

Situação preocupante que encontrámos, do ponto de vista da segurança,  foi a da ponte do Ferreira que, num dos seus apoios, mostra desgaste, estando quebradas as pedras de apoio. Decerto precisará de ser analisada esta situação pelas autoridades competentes, de modo a decidir que fazer.

A finalizar, sendo a descida realizada numa altura do ano em que o caudal é maior e, assim, as águas estão menos poluídas, foi possível detectar peixe em movimento, o que já não acontecerá a partir de Junho e durante largos meses, devido ao menor caudal e maior concentração de materiais de poluição, com origem nas suinicultoras e fábricas que não cumprem as regras, assim como as ETAR, como a de Santarém, que tem sido vista como responsável pelas descargas para a ribeira que vem da zona da povoação do Peso: o peixe desaparece, rio abaixo, para não morrer.

Desta viagem fizemos um filme, cuja 1ª parte mostramos em

https://www.youtube.com/watch?v=R6E5NUJHIqI



As duas partes restantes são publicadas em breve.

Até ao fim do ano realizaremos outras acções relacionadas com o rio Maior-vala de Azambuja, de que daremos notícia, algumas das quais são dirigidas à população do Vale de Santarém e a quem quiser participar.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém

Carlos Vieira - Francisco Nascimento Ferreira - José Luís Ramos - Manuel João Sá.


Descida do rio Maior/vala de Azambuja, pelo Movimento Ecologista
do Vale de Santarém - 29 Março 2014.
Carlos Vieira e Mário de Oliveira, quando tentavam
pôr o motor a trabalhar... sem êxito.

Descida do rio Maior/vala de Azambuja, pelo Movimento Ecologista
do Vale de Santarém - 29 Março 2014. O rio/vala é em muitos quilómetros
um canal com muito boas condições para canoagem,
durante a maior parte do ano. Precisa é de ser limpo.

Descida do rio Maior/vala de Azambuja, pelo Movimento Ecologista
do Vale de Santarém - 29 Março 2014. Carlos Vieira e Mário de Oliveira,
em Santana (Cartaxo) no fim da descida do rio Maior/vala de Azambuja.



20/05/2014

EM PERÍODO ELEITORAL PARA O PARLAMENTO EUROPEU, REUNIMOS COM O BE- BLOCO DE ESQUERDA

No âmbito das eleições europeias de 25 de Maio, fomos contactados pelo BE - Bloco de Esquerda, que manifestou interesse em conhecer a situação do rio Maior/vala de Azambuja e saber que plano existe, da parte dos Movimentos Ecologistas relacionados com este problema, e também quais as medidas que têm sido tomadas pelas entidades competentes.
 
Na sequência desta solicitação decorreu no dia 19 de Maio uma reunião com o BE, na qual estiveram representantes das coordenações do Movimento Ar Puro - Rio Maior, Ecocartaxo - Movimento Alternativo e Ecologista e Movimento Ecologista do Vale de Santarém. 

Por parte do BE estiveram na reunião Helena Pinto, deputada, e Fabíola Cardoso, candidata às eleições europeias de 25 de Maio, além de outros membros da estrutura do Bloco, em Santarém. Das informações dadas e das opiniões trocadas resultou a convicção de ter-se tratado de reunião positiva, tendo em vista os contributos para a defesa da despoluição do rio.

Tendo as organizações ecologistas o seu campo de acção e objectivos, a sua organização, independência politica-partidária e meios de acção, estas reuniões, úteis em período eleitoral como noutro qualquer, estão pela nossa parte abertas a outros partidos políticos que nisso vejam interesse.

Nas duas 1ªs fotos: a entrada de poluição no rio Maior-vala de Azambuja, sob a ponte de ferro na zona de Asseca, através de vala, vinda da zona da ETAR de Santarém. Na quarta foto, a reunião com o Bloco de Esquerda.

Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.


Vala que transporta para o rio Maior/vala de Azambuja a poluição
que vem da zona o Peso - ETAR de Santarém.

A entrada da água poluída no rio Maior/vala de Azambuja,
na zona da ponte de Asseca, 

Reunião solicitada pelo BE-Bloco de Esquerda, realizada no dia 19 Maio 2014,
em que estiveram presentes as coordenações do Movimento Ar Puro-Rio Maior,
Ecocartaxo e Movimento Ecologista do Vale de Santarém


09/05/2014

A SESSÃO-DEBATE DO DIA 26 DE ABRIL DISSE: É PRECISO LUTAR CONTRA A POLUIÇÃO DO RIO MAIOR/VALA REAL DE AZAMBUJA.

Esta sessão foi patrocinada pela Junta de Freguesia do Vale de Santarém, tendo sido aberta pelo seu presidente, pois foi incluída nas comemorações da freguesia relativas aos 40 anos do 25 de Abril. Teve a presença de outros membros da junta e também de elementos de forças políticas - PS, CDU e Bloco de Esquerda. 

Contou com a participação técnica de Pedro Guilherme, biólogo, bem como de autarcas relacionados com a região por onde passa o rio Maior. Compareceram: o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e o presidente da Junta de Freguesia de Vale da Pedra, que também usaram da palavra em defesa da causa da despoluição do rio Maior. 

Estiveram igualmente presentes, e nela intervieram, diversos membros da direcção da Ecocartaxo e do Movimento Cívico Ar Puro-Rio Maior - organizações igualmente interessadas e actuantes na mesma luta pela despoluição do rio. 

Os principais problemas focados no debate sobre a poluição do rio Maior foram:

  • A entrada no rio das cargas poluidoras das fábricas de tomate,
  • A entrada no rio das cargas poluidoras das pecuárias - suinicultoras, sobretudo.
  • As descargas, sem tratamento, ou com pouco tratamento, da ETAR de Santarém, que vai para o rio Maior através de uma vala da região da povoação do Peso e que desagua na ponte de Asseca, logo após a ponte férrea da linha do Norte, situação que puderam comprovar os participantes no passeio de bicicleta realizado no dia 25 de Abril
  • As descargas vindas da zona de Santarém, que entram no rio Maior através da ribeira das Fontainhas
  • Os mantos de jacintos, que cobrem as águas em determinados pontos do rio, impedindo a entrada do sol
  • A acumulação e despejo de lixos diversos (de grande porte, até) nas margens e no rio, como caixas, plásticos, tubos de rega, frigoríficos, partes de mobília, partes de carros, roupas, garrafas, de tudo um pouco
  • A entrada no rio de esgotos urbanos sem qualquer tratamento, vindos de ribeiros de povoações próximas.
  • A falta de limpeza do cômoro do rio - em alguns pontos os silvados impedem a progressão, os salgueiros mortos ou partidos atravessam-se no caminho.
São estes os principais inimigos da boa saúde do rio Maior, contra os quais temos de actuar. Foi essa a opinião generalizada, patente nas intervenções de responsáveis autárquicos, de especialistas, de vale-santarenos e de outras localidades representadas, salientando-se que, tantos anos após serem conhecidos estes graves problemas, quase nada se tenha feito.

Por parte das três organizações ecologistas presentes - Ecocartaxo, Movimento Ar Puro-Rio Maior e Movimento Ecologista do Vale de Santarém - foi assumida a continuação da denúncia e organização planeada conjuntamente de acções, tendo em vista livrar o rio Maior da poluição de que sofre.

A finalizar a sessão, por parte dos responsáveis da Junta de Freguesia foi dado relevo à criação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém, garantindo a disponibilidade para apoiar as acções destinadas a melhorar o panorama de defesa do ambiente e da despoluição do rio Maior.

Publicam-se algumas fotos da sessão.
Manuel João Custódio, presidente da Junta de Freguesia do Vale de Santarém,
na abertura da sessão.

Participantes no início da sessão.

Manuel João Sá, do Movimento Ecologista do Vale de Santarém,
na sua intervenção inicial.


Na exposição sobre os problemas de poluição
do rio Maior/vala real de Azambuja.


Pedro Guilherme, biólogo, falando sobre a poluição dos cursos de água,
os comportamentos dos seres humanos e das organizações
que promovem essa poluição e suas graves consequências. 

Dr. Pedro Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo,
falando sobre a poluição do rio Maior e das valas que a ele conduzem,
nomeadamente no seu concelho, exigindo alteração
de comportamentos humanos e outras medidas.

Vale-santarenos e outros interessados, que participaram no debate.











08/05/2014

RIO MAIOR/VALA REAL DE AZAMBUJA LIVRE DE POLUIÇÃO, FOI O LEMA NO PASSEIO DE BICICLETA DE 25 DE ABRIL

Foi com um grupo de pouco mais de 40 participantes que se realizou no dia 25 de Abril o passeio de BTT e outras bicicletas organizado pelo Movimento Ecologista do Vale de Santarém. Animados, com capacidades físicas e técnicas em bom estado, fizeram-se ao percurso pouco passava das 10 da manhã. No grupo, o menos jovem, de 75 anos (José Júlio) pedalou ao lado da mais jovem (Mariana, de 5 anos) e muitos foram os jovens que participaram. Depois de quase 20 Km, a maior parte do tempo com o rio Maior/vala Real de Azambuja à vista, o grupo terminou o percurso pelas 12H00 pelo que, após o banho, se seguiu o almoço, na zona verde-Jardim Público do Vale de Santarém, onde aliás, nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril decorria, desde cedo, um conjunto de actividades com muitos participantes.


O passeio foi subordinado ao tema "rio Maior/Vala Real de Azambuja livre de poluição" e, durante o percurso, o mau cheiro vindo das águas negras de uma ribeira que desagua no rio, sob a ponte da linha férrea do Norte, provou que este objectivo faz todo o sentido, dado o estado de poluição bem visível. 
Nas fotos, o momento da partida e de regresso ao Vale e, já depois da chegada, durante o almoço. Além destas, mais duas da vala que descarrega poluição no rio, vinda da zona da ETAR de Santarém.


Saliente-se a boa disposição e agradável participação de muitos vale-santarenos, onde os jovens constituíram grande grupo. Esta realização contou com a colaboração particular de Paulo Monteiro, na organização, que muito se agradece. Tudo decorreu a contento e, no fim, foi manifestado por muitos que a nota a destoar foi o mau cheiro que saía do rio. Por isso, também foram muitos os que disseram estar preparados para mais jornadas deste tipo. 


Passeio de BTT - 25 Abril 2014 - pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja.
Momento da partida, na zona verde-jardim público do Vale de Santarém.

Paseio de BTT-25 Abril 2014 - Pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja -
Regresso ao Vale de Santarém.

Passeio de BTT - 25 Abril 2014 - pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja.
À espera do almoço, após o passeio.

Passeio de BTT - 25 Abril 2014 - pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja.
À espera do almoço, após o passeio.

Passeio de BTT - 25 Abril 2014 - pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja.
À espera do almoço, após o passeio.

Passeio de BTT - 25 Abril 2014 - pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja.
Durante o almoço. Paulo Monteiro, 1º a contar da direita,
foi um dos organizadores do passeio.

Passeio de BTT - 25 Abril 2014 - pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja.
Participantes no passeio, após o almoço. 
Passeio de BTT - 25 Abril 2014 - pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja.
Vala que desagua no rio Maior, na ponte de Asseca, vinda da ETAR de Santarém,
cujas águas negras entram o rio Maior, aumentando o seu grau de poluição,
produzida a montante pela indústria do tomate, por suinicultoras e por esgotos urbanos. 

Passeio de BTT - 25 Abril 2014 - pela despoluição do rio Maior-Vala real de Azambuja.
A entrada no rio Maior das águas que vêm da ETAR de Santarém.