15/03/2014

O 1º CONVÍVIO DE PESCA DESPORTIVA DO MOVIMENTO ECOLOGISTA DECORREU ANIMADO

Apesar do reduzido número de participantes (oito) decorreu animado o 1º Convívio de Pesca Desportiva do Movimento Ecologista - Vale de Santarém, que se realizou no dia 8 de Março, no Rio Maior/Vala Real, nos pesqueiros situados próximo da Ponte do Ferreira.
Esta actividade constava do plano do Movimento para o 1º semestre de 2014 e teve como motivo de fundo o objectivo "Rio Maior/Vala Real livre de poluição". Foi importante, nos aspectos de organização, o Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém, que muito agradecemos.










 
 
 
 



Com a água em razoáveis condições, devido às chuvas que aumentaram substancialmente o caudal, foi possível um dia em que o peixe apareceu e, assim, com bastante sol, a pesca e a confraternização situaram-se em bom nível. Resultou, entre todos, a convicção de que, com o Rio Maior/Vala Real livre de poluição, outras hipóteses de pesca desportiva, e não só, são possíveis.

Os resultados do concurso foram os seguintes:

1º Carlos Vieira - 3,280 kg
2º Miguel Salgueiro - 1,600 kg
3º Gonçalo Ramos - 1,300 kg
4º José Carlos - 1,080 kg
Parabéns a todos os pescadores e, especialmente, ao vencedor e outros do pódio.
A Coordenação do
Movimento Ecologista-Vale de Santarém



03/03/2014

1º CONVÍVIO DE PESCA DESPORTIVA DO MOVIMENTO ECOLOGISTA-VALE DE SANTARÉM

No âmbito das suas actividades para o ano de 2014, o Movimento Ecologista-Vale de Santarém promove o seu 1º concurso de pesca desportiva no Rio Maior-Vala Real, no dia 8 de Março, conforme divulgação já feita, a cargo do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém.
 
Este concurso ficou decidido como uma forma de divulgar as actividades que se podem realizar no rio, numa altura do ano em que, havendo grande caudal, devido às chuvas, ainda é possível ter peixe em quantidade suficiente, pois que mais tarde, com as descargas das suinicultoras e indústrias, o peixe desaparece da zona onde o concurso se vai realizar ou, como também tem acontecido, aparece morto.

O número de inscritos anda, nesta altura, à volta de vinte, havendo a expectativa de que poderá subir.
 
Os prémios são os seguintes:
  • 1º - UM PRESUNTO
  • 2º - UM BACALHAU
  • 3º - UM BACALHAU
  • 4º - UM BACALHAU
  • 5º E 6º - DIVERSOS

Haverá ainda petisco de manhã e almoço.
 
A concentração é às 7H00 junto à Ponte do Ferreira.
 
O início da prova é às 9H00 e o fim às 13H00.
 
Para inscrições, utilizar os telefones 925 992 526  -  925 992 428  -  916 789 443.
 
 
O Movimento Ecologista-Vale de Santarém, fundado em 30 de Agosto de 2013, assumiu desde o início a defesa da despoluição do Rio Maior-Vala Real. Sabemos que este objectivo não vai ser fácil de atingir. É preciso juntar muitas vontades, interessar os Vale-Santarenos, as suas colectividades e autarcas neste assunto, que diz respeito a todos. Somos um movimento independente, apartidário politicamente. Não estamos contra ninguém, mas a favor de uma vida liberta de poluição na nossa terra. Queremos o rio Maior-Vala Real despoluído todo o ano, de modo que nele possamos pescar, regar com as suas águas, nadar, andar de barco, passear nas suas margens, sem essa desgraça que há muitos anos o ataca. Estamos também neste objectivo com outros movimentos e organizações: o Movimento Ar Puro-Rio Maior, o Eco-Cartaxo e o Movimento Alvorada Ribatejo. Havemos de conseguir!
Março 2014.   






03/02/2014

ORGANIZAÇÕES ECOLOGISTAS UNEM-SE CONTRA POLUIÇÃO DO RIO MAIOR/VALA REAL

No passado dia 18 de Janeiro reuniram quatro organizações ecologistas ribatejanas que têm em atenção particular a situação que há muitos anos apresenta o rio Maior, também conhecido por vala da Asseca e vala Real. As quatro organizações são a Ecocartaxo, o Movimento Alvorada Ribatejo-Santarém, o Movimento Ar Puro-Rio Maior e o Movimento Ecologista-Vale de Santarém.
Rio Maior/Vala da Asseca/ Vala Real... poluição e mais poluição, a que urge pôr cobro.
Perante esta situação, que se mantém há dezenas de anos, as quatro organizações resolveram avançar para acções conjuntas e amplas, exigindo a resolução destes problemas, com a participação das populações visadas pelas contínuas descargas poluidoras das suinicultoras, de indústrias e dos esgotos urbanos. Acresce que o funcionamento de algumas estações de tratamento de resíduos continua a não corresponder às necessidades e, nalguns locais, os dejectos das suinicultoras são canalizados para o rio através de valas a céu aberto, sem qualquer tratamento. Nos tempos de enxurradas, as suinicultoras aproveitam para se verem livres das enormes quantidades de materiais poluentes que armazenam, os quais deveriam ser submetidos a tratamento adequado antes de vazados nas águas do rio. Tudo isto acontece perante a complacência das autoridades competentes, a quem cabe analisar a situação e tomar as medidas devidas.
As quatro organizações vão elaborar um programa de acções diversas a realizar ao longo do curso do rio, do qual será dado conhecimento às populações abrangidas.
Eco Cartaxo – Movimento Alternativo e Ecologista
Movimento Alvorada Ribatejo-Santarém
Movimento Ar Puro-Rio Maior
Movimento Ecologista-Vale de Santarém

25 Janeiro 2014

26/01/2014

ETAR DO VALE DE SANTARÉM JÁ ESTÁ EM FUNCIONAMENTO. FINALMENTE!

Após concluída a empreitada de construção civil no início do ano passado, a ETAR só entrou em funcionamento no passado dia 23 de Janeiro, isto porque foi necessário pedir o licenciamento pela Direcção de Energia e a ligação da EDP, pelo que só em Junho 2013 o equipamento ficou em condições de entrar em funcionamento, segundo disse ao jornal O Ribatejo (edição de 16 de Jan.2014) a administradora da empresa municipal Águas de Santarém. Porém, se o equipamento ficou pronto a funcionar em Junho, e até esteve marcada a inauguração para o início de Agosto, tudo ficou em "águas de bacalhau", porque as instalações foram assaltadas e vandalizadas, com o roubo de equipamentos e materiais diversos, sendo então preciso reposições e reparações que, obviamente, levaram tempo e mais dinheiro. Em resumo, no que a esta parte diz respeito, entre a conclusão das obras e o tal pedido de licenciamento e a ligação da EDP passou... uma eternidade. Além disso, esquecidas questões elementares de segurança, pelos vistos, facilmente os cada vez mais numerosos assaltantes à solta na zona do Vale e arredores tratarem de fazer o que vem sendo costume, sem que haja quem os detenha, e vai sendo tempo de os deter.
Tudo somado: muito tempo sem ETAR, uma poluição enorme no rio Maior/vala Real, com a descarga total dos resíduos do Vale de Santarém - basta ver as muitas fotos que publicámos já aqui no nosso blog e, hoje, voltamos a publicar algumas. E, naturalmente, para além deste atentado ambiental, durante meses, mais dinheiro desperdiçado.



Portanto, contas que os cidadãos devem pedir a quem não cumpre as suas obrigações em devido tempo e de forma adequada. Quanto ao vandalismo, roubo, insegurança?... agora que, ao que se diz, foram tomadas medidas - na ETAR terão sido instaladas câmaras e outros meios de identificação e de acionamento de medidas contra intrusos - não nos admiramos se houver novas investidas. É que, se não houver acções concretas, a vandalagem continuará.

Agora, segundo a administradora da Águas Ribatejo, vão ser ligados à rede de saneamento os esgotos das casas no Alto do Vale e também as da freguesia de Póvoa da Isenta, cujos efluentes serão igualmente canalizados para a ETAR do Vale de Santarém. Felizmente, pois tal situação carece de resolução há muitos anos - é como se estivéssemos ainda nos anos 70 do século passado e, nessa altura, já estávamos bem atrasados nestes domínios. Já agora, lembramos nós, não esqueçam as casas do histórico Casal do Vinagre (junto à Estrada Nacional que liga o Vale de Santarém a Santarém, entre as duas passagens de nível, desactivadas) que, ao que se diz, necessitarão de igual medida.

O Movimento Ecologista-Vale de Santarém, criado recentemente, que tinha vindo a denunciar o estado de calamidade, de poluição destruidora provocada pelo não funcionamento da ETAR - construída de raiz e, afinal, sem funcionar -  congratula-se pelo facto de o problema principal estar finalmente ultrapassado, ao que tudo indica. Manteremos atenção sobre a evolução da situação, monitorizando, com os meios de que dispusermos, o funcionamento regular daquela importante unidade de saneamento. Quanto aos trabalhos que vão decorrer no Vale de Santarém, visando ligar todas as residências ao sistema, o que também saudamos, acompanharemos igualmente o que vier a passar-se. Queremos um Vale de Santarém saudável. Para os Vale-Santarenos e com os Vale-Santarenos e, obviamente, para e com os que estão em nosso redor, nesta zona do nosso Ribatejo.

25/01/2014

NO RIO MAIOR (VALA REAL) BELEZA NATURAL, LIXO E JACINTOS

É impossível ficar indiferente perante o que o rio Maior mostra, nestes tempos de chuvas, margens alagadas, muita verdura em volta, águas correndo com ímpeto e, ao mesmo tempo, evidências de desleixos, restos de materiais provenientes de culturas e... jacintos, a planta que tem tanto de bonita, especialmente quando floresce, como de assassina, pois tem efeitos muito nocivos sobre as águas. 

 



 

As fotos, feitas em Janeiro, entre a ponte do Vale e a ponte do Ferreira, são a prova do que dizemos. Foram-nos entregues por elementos do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém que, para o seu último concurso, já puderam circular à vontade pelo combro do rio, após a limpeza realizada, como já noticiado aqui no blog. Agora, o combro está livre para caminhar a pé, de bicicleta, até de automóvel. Sabemos que começaram já a circular por lá grupos de BTT. O Movimento Ecologista tem em vista realizar outras acções para que o combro do rio, na zona do Vale, seja um ponto de passagem para quem queira desfrutar das condições naturais que ele oferece. Esta intenção é, aliás, comungada por outras organizações ecologistas da região, para quem a despoluição do rio Maior (vala Real) e a sua valorização, ao longo de todo o seu percurso, são também objectivos a atingir.

Temos novas a dar em breve.

 

01/01/2014

ANO NOVO CONTRA A POLUIÇÃO NO VALE DE SANTARÉM

Começa hoje mais um ano. 2014. Momento oportuno para desejar que seja de muita saúde para todos e que, apesar dos dias difíceis por que passamos, cada um possa concretizar o essencial das suas necessidades. 
 
No ano que passou deu-se a criação do Movimento Ecologista - Vale de Santarém, fruto da vontade de diversas pessoas e organizações do nosso Vale, interessadas em contrariar a evolução negativa que se tem vindo a verificar no domínio da poluição, em particular dos cursos de água, sendo o caso do rio Maior/Vala Real o mais preocupante. Foi exactamente o rio Maior que mobilizou maior atenção em 2013, pelo que foram realizadas duas acções públicas de muito interesse:
  • Uma caminhada nas margens do rio, no dia 14 de Setembro 2013, entre a Ponte de Asseca e a Ponte do Ferreira, por iniciativa do nosso Movimento e com a participação de cerca de 40 pessoas;
  • Uma limpeza do combro do rio, no dia 7 de Dezembro 2013, entre a Ponte do Vale e a Ponte do Ferreira, com intervenção conjunta do Movimento e do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém, na qual estiveram, ao longo dia, cerca de 50 pessoas.
Estas acções, que tiveram também a participação de algumas pessoas do Movimento Ar Puro e da Ecocartaxo - foram amplamente publicitadas, mesmo na imprensa regional, estando igualmente documentadas no nosso blog.
 
Entretanto, o Movimento Ecologista desencadeou posteriormente uma nova acção de identificação de locais de poluição, tendo-se confirmado situações muito preocupantes. A mais grave de todas é a da ETAR, de que já aqui se falou, e que constitui um atentado à saúde pública, dado que, sem qualquer tratamento, os esgotos urbanos estão canalizados directamente para a vala. Não bastava a quantidade de materiais poluentes que entram a montante, logo após a cidade de Rio Maior, faltava esta desgraça que se pode observar, a olho nu, junto à ETAR que, construída de raiz, esteve para funcionar mas, ao que se diz por falta de pagamento das obras, não foi ligada e, depois, acabou por ser vandalizada, a ponto de necessitar agora de avultadas reparações. Portanto, dinheiro deitado fora, a ETAR parada e a vala em poluição crescente. As fotos que apresentamos são elucidativas do que dizemos sobre a poluição que o não funcionamento da ETAR ocasiona. Desta vez conseguimos chegar mais perto da desgraça que ali está a ocorrer.






 

  
Mas outras situações merecem muita atenção. São os casos da deposição ilegal de restos de obras de construção civil e outros lixos diversos, um pouco por todo o lado, em redor da povoação, em particular na zona da Estrada Real. Não se admite que tal suceda. Há, com certeza, outras soluções que não estas, que prejudicam todos, que são um atentado ambiental e dão uma imagem pública muito negativa da nossa terra. As fotos que apresentamos são também elucidativas.
 




 
É óbvio que não queremos ver mais este anel de poluição em redor da nossa terra.

Movimento Ecologista - Vale de Santarém.
  

20/12/2013

LIMPEZA DO COMBRO DO RIO MAIOR/VALA REAL

Foi no dia 7 de Dezembro que um conjunto de Vale-Santarenos tomou em mãos a limpeza de um troço do combro do Rio Maior, entre a Ponte do Vale e a Ponte do Ferreira, numa extensão de quase quatro quilómetros. Sendo difícil a passagem em algumas partes desse percurso, elementos do Movimento Ecologista, do Clube de Amadores de Pesca e outros, dedicaram o seu dia a tão necessária acção. Ao longo do dia estiveram cerca de cinquenta pessoas a participar nesta limpeza, na qual também tomaram parte membros da Ecocartaxo, numa manifestação inequívoca de conjugação de esforços para recuperar aquele percurso histórico.

Esta acção insere-se no plano de medidas do Movimento Ecologista-Vale de Santarém visando a valorização do rio Maior/Vala Real, a recuperação das suas margens e a despoluição deste importante afluente do Tejo, que há muitos anos sofre com as descargas poluentes de suinicultoras, de fábricas e de zonas urbanas, ao longo do seu curso, até desaguar no Tejo.

As organizações que têm vindo a alertar para esta situação do rio - Movimento Ar Puro (Rio Maior), Ecocartaxo e Movimento Ecologista-Vale de Santarém -  vão desenvolver outras acções, para as quais desejam a participação ampla das populações, uma vez que o rio é de todos. Além destas organizações, há pessoas de diversas localidades que estão sensibilizadas para estes problemas e têm vindo a participar.

Com a limpeza agora realizada fica muito mais fácil o percurso entre a Ponte do Vale e a Ponte do Ferreira. Uma vez que o troço do combro entre a Ponte do Ferreira e Santana estava em melhores condições, assim como o que fica entre Santana e a Ponte do Setil, é agora possível caminhar de BTT, por exemplo, entre a Ponte do Vale e a Ponte do Setil. Além disso, o Clube de Pesca do Vale de Santarém cumpriu um dos seus objectivos: ter uma zona ampla de rio (quase 4 km) para poder realizar os seus concursos de pesca. O Clube de Pesca tem mesmo em mente organizar concursos regionais e nacionais, desde que a qualidade das águas também o permita, o que só acontece em períodos de maior caudal, devido à poluição.

Numa próxima acção, que será devidamente publicitada, será realizada a limpeza do combro entre a Ponte do Vale e a Ponte de Asseca, cuja situação é um pouco mais complicada, dado que as silvas invadiram, em diversos pontos, o combro, impossibilitando mesmo a progressão a pé.

O Movimento Ecologista-Vale de Santarém, com a participação de todos os quiserem juntar-se nesta acção, assume o objectivo de proporcionar aos Vale-Santarenos e a outros interessados, um percurso sobre o cômoro da vala que permita caminhadas a pé, passeios de BTT ou de motorizada, recuperando uma tradição de muitos anos, que caiu no esquecimento devido ao estado de abandono a que a vala tem sido votada.

Publicam-se algumas fotos da bem-sucedida acção de limpeza, entre a Ponte do Vale e a Ponte do Ferreira, para a qual também há a salientar a colaboração de Luís Faia, que cedeu algum do equipamento operacional para o efeito, o que muito se agradece.

Momento da acção de limpeza, com a máquina a operar.

Um momento do desbaste.
 
    Momento da pausa para almoço.

Já no regresso, com o cômoro mais limpo, pronto para caminhadas a pé,
passeios de BTT, de moto e mesmo de jipe.
 
A casa do guarda-rios, património que também interessa preservar.
 
Parte dos muitos que compareceram, numa foto de grupo.