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31/10/2018

Rio da Quinta - um espaço da natureza e da história do Vale de Santarém, finalmente reabilitado

Foi no passado dia 18 de Outubro, conforme anunciado, que terminaram os trabalhos de reabilitação deste espaço, o qual, também como salientámos em publicações anteriores, é um daqueles que, no Vale de Santarém, mais memórias positivas traz aos valesantarenos e a todos os que se habituaram a usá-lo e a acarinhá-lo, por ser um recanto histórico, de eleição.

Com a atenção do nosso Movimento, que veio insistindo, tal como muitos valesantarenos, na limpeza e recuperação deste ponto de grande importância para a vila, como são outros ao longo do nosso "rio", e depois de estar previsto para o ano passado, o trabalho, desenvolvido pela Junta de Freguesia e com a orientação dos serviços próprios da Câmara Municipal, veio decorrendo desde há uns meses. Feita a limpeza geral, depois foi a segunda fase dos trabalhos, tendo, em ambos os períodos, havido também a colaboração da nossa parte, com sugestões sobre o que se deveria fazer e, ainda, acção concreta, no terreno.

O que resultou foi o que se pode ver nas imagens, ou seja, uma reabilitação que agrada bastante aos que já visitaram o local, o que aconteceu logo no próprio dia 18, quando se procedia ao fim dos trabalhos. 

Realce também para o facto de ali ter sido colocada uma placa contendo duas quadras com versos de João d'Aldeia, poeta do Vale de Santarém, cujo conteúdo tão bem se enquadra na história do local, como se pode ler. Estas quadras foram escolhidas por Regina Pinto da Rocha e Victor Pinto da Rocha, membros da recém-criada Associação Cultural Vale de Santarém-Identidade e Memória e sugeridas ao presidente da Junta de Freguesia do Vale de Santarém, que as acolheu com gosto, para ficarem no local. Veja-se ainda que, por sugestão e acção de membros do nosso Movimento, foram obtidas e colocadas pedras grandes junto ao leito, lembrando que aquele local era um dos lavadouros públicos de roupa, que as mulheres usavam todos os dias, ao longo do ano, desde há muitas décadas, ninguém saberá dizer desde quando...

Terminada com sucesso a recuperação deste emblemático ponto do nosso ribeiro (a que continuamos a chamar "rio") uma acção pela qual nos batemos praticamente desde a nossa constituição (em 2013)  importa que se mantenha limpo e apresentável, pois certamente os valesantarenos e os que nos visitam gostarão de o ver como um símbolo, um exemplo positivo, agradável, da nossa terra. E, para esse objectivo, para além da Junta de Freguesia, todos têm de contribuir, não maltratando o que agora foi recuperado e beneficiado, que deve ser mantido como se fosse o nosso quintal ou a nossa própria casa. 

Vale a pena insistir na recuperação e beneficiação dos nossos espaços públicos e, pela nossa parte, outros pontos devem ser igualmente limpos e reabilitados, ao longo deste tão importante curso de água. Sabemos porém que em certos pontos tem havido algum desrespeito pelo ribeiro, não só porque para ele se deitam lixos e águas de lavagens de todo o tipo, assim como haverá desvios e retenções de água, que transformam o ribeiro em coutada de alguns. 

Ora, um curso de água, seja grande ou pequeno, deve correr livre e servir, sem ser prejudicado, todos os que estão nas suas margens, até à foz, sem lagoas para onde sejam desviadas as suas águas, ou manilhas que contribuam para criação de lodos e assoreamentos, como foi referenciado recentemente. Tudo isso é ilegal. Iremos estar atentos, para que tal não continue a acontecer. 

A Coordenação

Alfredo Lobato, Carlos Jorge Calheiros, Carlos Vieira, Francisco Ferreira, Manuel Sá, Pedro Adriano, Virgílio Pereira.

Como estava o "Rio da Quinta" em 2017. Vale de Santarém.


A ÚLTIMA FASE DOS TRABALHOS DE REABILITAÇÃO
Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018


Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018-Três gerações da família de Elisa Costa compareceram...

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018. A Mariana Sá Patrício também esteve presente
e ajudou na plantação de novos arbustos

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018. Findo o trabalho, a inauguração...

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018. Foto quase final...

Vale de Santarém-Reabilitação do lugar de "Rio da Quinta"
Fase final-18Out2018. Membros do Movimento Ecologista do Vale de
Santarém que deram contributo ao longo do processo de limpeza e
reabilitação do espaço.






14/10/2018

DIA 18 OUTUBRO, RIO DA QUINTA, NO VALE DE SANTARÉM, VOLTA A TER VIDA





Vai ser no dia 18 deste mês de Outubro o acto oficial de abertura à população do Vale de Santarém e outros interessados, do recuperado espaço do histórico “Rio da Quinta”. Já antes havia sido liberto da grande quantidade de silvas, árvores, arbustos diversos e muito lixo que o tapavam quase por completo mas, com a continuação da orientação dos trabalhos, por parte de especialistas da Câmara Municipal de Santarém e a execução a cargo de elementos ao serviço da Junta de Freguesia e com a coordenação desta, mais recentemente foram continuados os trabalhos de recuperação e beneficiação, de modo a transformar aquele espaço num ponto limpo, asseado, com uma nova imagem, recuperando, pelo menos simbolicamente, aquela riqueza natural e histórica que transformaram o sítio num dos mais representativos emblemas do Vale de Santarém.

É motivo, pois, para estarmos satisfeitos, e aqui o afirmarmos, claramente. Com esta beneficiação a nossa vila fica mais conforme o que se espera que seja, para os que nela vivem e os que por ela passam. Importa, e muito, que este exemplo seja respeitado, protegido e valorizado por todos, pois é a recuperação de algo muito importante da longa história da nossa comunidade, símbolo e espaço de vida de muitas gerações de valesantarenos, sendo também um incentivo para outras recuperações em espaços de natureza pública, na nossa terra, que muito disso carecem, para bem de todos.

Pela nossa parte, tendo assumido este objectivo praticamente desde a nossa constituição como Movimento Ecologista, entendemos que foram bem-sucedidos os nossos alertas para o estado de degradação que ali estava a acontecer e as sugestões que fomos dando para que algo deste tipo se concretizasse. 

De facto, publicámos aqui, no nosso blogue alguns artigos sobre o assunto, nomeadamente:

NO ÂMBITO DO PLANO DE ACTIVIDADES DE 2016, EM 8 MARÇO 2016, conforme pode ser lido em:

VAMOS LIMPAR O “RIO DA QUINTA”, NO VALE DE SANTARÉM – EM 5 MAIO 2017 – para ler, clicar em:

COMEÇOU A LIMPEZA DO “RIO DA QUINTA” – EM 10 ABRIL 2018 – Para ler, clicar em:

Mas não fizemos só comunicados: falámos com o presidente e outros membros da Junta de Freguesia e, ainda que consoante as nossas possibilidades, demos colaboração na fase inicial de limpeza do espaço, tendo ainda contribuído com ideias sobre o que nele devia figurar, do ponto de vista histórico, para o que também colhemos opiniões de membros da recém constituída Associação Cultural Vale de Santarém-Identidade e Memória, pois nesse capitulo da história da nossa terra é a associação mais vocacionada.

Agora que vai acontecer a devolução à população daquele emblemático espaço da natureza e da nossa história, bom será que o consigamos proteger e preservar, pois qualquer elemento do nosso património é uma mais valia para cada cidadão da nossa comunidade, e não só – também o é para aqueles que não vivem no Vale de Santarém.

Por tais razões, porque é de satisfação que se trata, e também pela razão de que aquele é espaço de todos nós, sugerimos que os valesantarenos que o possam fazer compareçam no acto do dia 18 deste mês, às 15 horas, para tomarem parte na apresentação final do espaço recuperado. Pela nossa parte, lá estaremos.

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.


Foto do "rio da Quinta", local de lavagem de roupa, de data desconhecida.
Foto do "rio da Quinta", de 2016, já muito tapado e degradado.

Foto do "rio da Quinta", em Abril 2018, já em fase de limpeza.

Foto do "rio da Quinta", em Abril 2018, já em fase de limpeza.











30/04/2018

No 25 de Abril 2018, a nossa mais concorrida caminhada de sempre. 102 participantes !

Prevista para as comemorações do 25 de Abril, no Vale de Santarém, promovidas pela Junta de Freguesia, a caminhada organizada pelo Movimento Ecologista do Vale de Santarém excedeu todas as expectativas: em número de participantes, em alegria e confraternização e em avaliação, por parte dos que nela estiveram.

Aliás, a partida, que se deu só por volta das 9H25, do jardim público do Vale, e que estava anunciada para as 9 horas, foi sendo atrasada porque iam chegando pessoas a inscrever, em última hora. Mas valeu a pena atender todas essas inscrições, pois assim também puderam beneficiar do percurso que havíamos escolhido, o qual continha mediana dificuldade, ao longo dos quase 10km, tendo uma parte sido em ambiente de floresta, na zona do Ripilau.

Assim, conforme se pode ver no vídeo, saindo-se do jardim do Vale, pela rua do Açude, em direcção ao Pombal, foi possível todos verem o estado de limpeza e recuperação que já se começa a notar no ponto chamado de rio da Quinta, a qual o Movimento Ecologista defendeu e nela também colabora. A seguir, no Pombal, virámos à direita para o Rio das Patas, com continuação até chegarmos à rua das Catrinas, para onde virámos, entrando nos Marecos.

Foi aí, nos Marecos, que se fez o previsto reabastecimento, no ponto combinado em que o Miguel Centeno, acompanhado pelo Ernesto Vindima, aguardavam os caminheiros, no grupo dos quais também se contavam alguns cães. 

Foi também nessa paragem, para beber água, comer fruta e umas bolachinhas sem sal, que se fez o sorteio que estava anunciado. Coube a sorte ao nº 14, que, pela ordem das inscrições, foi o Carlos Heitor. Ali mesmo lhe foi entregue o prémio, um livro, com o título de "Histórias do Tejo", muito oportuno, por duas razões principais: o Carlos é pescador e amante da natureza; o livro é sobre um dos rios que em Portugal, nos últimos anos, mais tem evidenciado casos concretos de poluição, como é sabido. 

Saindo dali, rumámos ao Ripilau, uma zona onde, antigamente, existia grande pinhal, de pinheiros mansos e bravos, e hoje, em grande parte, vem sendo usado para eucaliptal. Foi nesse caminho que encontrámos o que resta de uma quinta, que terá tido instalações de muito interesse e, também, um lagar de azeite, mas agora tudo em ruínas.

Continuando, andámos perto da zona conhecida como Vale de Algares, em território que também pertence à vizinha freguesia de Vila Chã de Ourique, derivando em seguida para a zona do antigamente chamado pinhal do Pina, do qual saímos para a Estrada Real, em direcção ao espaço das comemorações, ou seja, o jardim público, enquanto alguns aproveitaram para ir até casa, para o banho e o almoço, após a confraternização e exigência física da caminhada.

Como tínhamos cerca de 40 inscrições para o almoço, foi só aguardarmos até às 13 horas, pois o Carlos Vieira e a sua equipa (Mário Oliveira, Joca Calheiros e ainda com a colaboração de Rui Matos e Diogo) haviam estado a assar as febras e a preparar a salada, as mesas, etc., para que o Movimento Ecologista prestasse o melhor repasto aos inscritos. Assim foi, e até ouvimos elogios, logo ali, o que sabe sempre bem e se agradece.

Em termos técnicos:
  • A escolha e reconhecimento do percurso esteve a cargo de Alfredo Lobato e Francisco Ferreira, do Movimento Ecologista.

  • A coordenação da caminhada, ao longo do percurso, coube a Alfredo Lobato, Francisco Ferreira, Manuel João Sá e Virgílio Pereira, do Movimento Ecologista.

  • O reabastecimento e apoio durante toda a caminhada teve a colaboração de Miguel Centeno, acompanhado de Ernesto Vindima. Nossos agradecimentos aos dois.

  • O cozinheiro, como já dito, foi Carlos Vieira, com a ajuda de Mário Oliveira e Joca (os três são do Movimento Ecologista) e ainda as colaborações citadas, de Rui Matos e Diogo, que igualmente agradecemos.


Resta dizer que foram publicadas muitas fotos no facebook, pelos participantes.

E, ainda, que o vídeo realizado por nós, sobre a caminhada, está em

https://youtu.be/HgG9fwHNNy4


e, para o mesmo, com filmes e edição de Manuel João Sá, ainda contámos com um take de Carlos Jorge Pereira, com o nosso obrigado.


Por fim, havendo-nos sido sugerido, nesta como em anteriores edições, a realização de mais caminhadas, informamos que assim será. A primeira será já neste mês de Maio, em data a anunciar, muito em breve.


Saudações ecologistas,


A Coordenação


Alfredo Lobato, Carlos Vieira, Francisco Ferreira, Joca Calheiros, Manuel João Sá, Pedro Adriano, Virgílio Pereira. 

05/05/2017

VAMOS LIMPAR O "RIO DA QUINTA", NO VALE DE SANTARÉM

"RIO DA QUINTA", NO VALE DE SANTARÉM. O QUE É?

No Vale de Santarém, mesmo para os mais novos, a esta pergunta todos sabem dar uma resposta. Pelo menos, sabem dizer onde fica. O chamado "rio da quinta", designação que lhe foi sendo dada pelo povo e que ficou até hoje, é o local que fica junto à antiga Quinta do Desembargador, mais conhecida por Quinta das Rebellas, e onde muitas mulheres do Vale iam lavar roupa, usando para isso, além do sabão azul e branco, ou outro, também, por vezes, o cloreto. A roupa, depois de ensaboada, esfregada e batida contra a "pedra de lavar", talvez novamente ensaboada, esfregada e batida na mesma pedra (uma pedra de calcário, normalmente "arranjada", isto é, obtida, pelo marido) ia a enxugar, ali ao pé, ou era levada para casa, em alguidares, de barro esmaltado, mais tarde de zinco, ou já de plástico, para ser estendida a secar, nos quintais. 

Ora, este local por onde passa um ribeiro, o "rio da quinta", era um dos que mais mulheres usavam, ao longo do ano, para lavarem a roupa. Não só era local para aquela função, mas acessoriamente satisfazia outra necessidade: a do contacto entre as mulheres, juntando-as em conversas da sua vida, da vida da aldeia, inclusive proporcionando o diz-se diz-se próprio do viver em comunidade. 

Este rio que atravessa o Vale de Santarém, tem sido, ao longo de gerações, uma verdadeira riqueza para a terra. Na verdade, muito, muito antes de o Vale de Santarém existir, como povoado, ainda com outros nomes ("Vale de Soeiro Tição" foi um desses nomes) já o Vale era atravessado por muitas águas, que se juntavam no que viria a ser aquilo a que nós chamamos "rio", mas que, em verdade, é um ribeiro. Nasce a oeste do Vale, atravessa toda a vila, até desaguar no rio Maior, ou vala de Azambuja, também chamada de Asseca, ou seja, o rio Maior. 

Pois o nosso rio (que em diversos locais recebe nomes próprios - rio de cima, das patas, da quinta, dos loureiros, da praça ou da eloia, da cabine, da Mari Elvira, do Lima, das Guiomares... etc.,) é um fantástico património natural, histórico e cultural da nossa terra, desde tempos remotos: para a agricultura (nas hortas e não só) para as regas, para pesca da enguia (sobretudo) para abastecimento de água, para os patos nadarem, para a lavagem da roupa, para preparar os tremoços (o sr. João dos tremoços assim fazia) para as brincadeiras das crianças, para as azenhas-moinhos de água (ali existiram nove, nove moinhos...) fazerem o seu trabalho, para as crianças nadarem, para os valesantarenos repousarem nas suas margens, ou nelas conviverem e festejarem e... provavelmente outros benefícios que dele foram extraídos, e que agora não nos ocorrem.

LIMPAR E RECUPERAR O RIO DA QUINTA: POR QUÊ E PARA QUÊ?


O Movimento Ecologista do Vale de Santarém, continuando a defender a recuperação e boa manutenção do legado natural, histórico e cultural da nossa terra, colocou no seu plano de actividades, para 2017, o início da recuperação de antigos locais onde as mulheres do Vale lavavam a roupa. Esta iniciativa, proposta à junta de Freguesia e bem acolhida, vai acontecer, no terreno, logo que a Junta tenha o equipamento (nomeadamente uma máquina apropriada) para realizar esse trabalho, que vai começar pelo lugar do "rio da quinta". Trata-se de um local emblemático, cuja situação actual é de grande degradação, onde há uma proliferação de arbustos e árvores, à mistura com lixo, que dão ao espaço um aspecto desagradável, o completo oposto do que foi.

Desta iniciativa já foi dado conhecimento no início da caminhada que realizámos no dia 25 de Abril.

E que vamos fazer? Vai ser feita a limpeza, caiada a parede, recuperado o espaço em tempos destinado à lavagem de roupa, além de outras melhorias, de modo a que ali fique um 1º exemplo, para manter e consolidar, da recuperação desses locais. Será um contributo para uma mudança de imagem, para nós e os que nos visitam, dos cuidados que gostamos de ter, como habitantes, para que o Vale de Santarém continue a ser, também nos nossos tempos, a "pátria de rouxinóis e madressilvas" que Garrett imortalizou. E, assim, mais um contributo para que o Vale de Santarém seja um local bom para viver.

QUANDO VAI ACONTECER ESTA EMPREITADA?


O trabalho, a anunciar com tempo, está dependente da obtenção das condições que a Junta de Freguesia precisa para o efeito. Em princípio, será suficiente um fim de semana, desde que o plano para o trabalho esteja devidamente esquematizado, e assim vai ser. Serão necessárias colaborações e, os que estiverem interessados em participar, serão chamados a fazer inscrição para o efeito.

Assim, aqui fica a informação, desde já sugerindo uma ampla participação neste objectivo, que, afinal, interessa a todos os valesantarenos. Oxalá assim seja, para esta 1ª vez, no "rio da quinta", mas outros locais se seguirão.

Fotos abaixo, do "rio da Quinta" - uma de há décadas, e outra mais recente.

Vale de Santarém - Local chamado de "rio da quinta", junto às ruínas da
Quinta das Rebellas, no leito do ribeiro que,nascendo a oeste do Vale,
atravessa toda a vila e vai desaguar na vala, ou rio Maior, afluente do Tejo.
Nesta foto, com algumas dezenas de anos, lavadeiras do Vale de Santarém
e de um rancho de trabalhadoras sazonais, que vieram para o Vale.
Publicação em 5 Maio 2017.

Vale de Santarém - Local chamado de "rio da quinta", junto às ruínas da
Quinta das Rebellas, no leito do ribeiro que, nascendo a oeste do Vale,
atravessa a vila e vai desaguar na vala, 
ou rio Maior, afluente do Tejo.
Esta foto é de 2015. Neste local as mulheres do Vale lavavam a roupa.
O local, que agora se vai limpar e recuperar, tem estado em degradação.
Publicação em 5 Maio 2017.







30/04/2017

Oitenta participantes na caminhada de 25 de Abril: pela saúde, pelo convívio, e também pela defesa da natureza, por novos caminhos em redor do Vale de Santarém

Foi uma caminhada muito participada, com muito bom ambiente. E também vimos o que alguns, infelizmente, continuam a fazer de mal aos outros, à nossa terra e à natureza. 

Inserida nas comemorações dos 43 anos do 25 de Abril de 1974, patrocinadas pela Junta de Freguesia do Vale de Santarém, podemos dizer que esta foi mais uma caminhada muito bem sucedida, pois, além do grande número de participantes - exactamente oitenta - estiveram pessoas de todas as idades, como os vídeos mostram, num ambiente de muita entrega e são convívio.

Saímos do jardim público pouco depois das 9 horas, e dirigimo-nos depois ao Rio das Patas, flectindo para a Rua das Paponas e continuámos até à pequena lagoa de Arbila, um local muito pouco conhecido da generalidade dos caminheiros. Foi aí que se fez o reabastecimento, sensivelmente a meio do percurso que, na totalidade, foi de pouco mais de 10 km. É, junto à lagoa de Arbila, que está um marco histórico: ali se encontram quatro freguesias: Almoster, Póvoa da Isenta, Vila Chã de Ourique e Vale de Santarém. Quem quiser, e souber lá ir, verá que, no marco, estão bem vincadas as "orientações" das quatro freguesias.

Foi aqui também, junto à lagoa, que vimos passar os participantes numa prova de atletismo dos nossos vizinhos da Póvoa da Isenta, acompanhados por alguns praticantes de BTT. Oportunidade também para vermos, mesmo na lagoa, os atentados que alguns continuam a praticar: não só descargas de materiais de obras e restos de recheio de casas, como também recipientes de produtos para tratamento de vinhos, aliás produtos tóxicos, conforme se lê nos próprios invólucros encontrados. 

Infelizmente, ao longo do resto do trajecto, surgiram outras situações deste tipo. Um mal que continua, a revelar que a educação em geral, e a educação ambiental, em particular, continuam a afectar muita gente, ainda. Isto porque, como se sabe, há formas de resolver estas situações e, se as pessoas não sabem, basta perguntarem na sua Junta de Freguesia. Atirarem para a beira das estradas, ou em qualquer carreiro, o que já não lhes interessa ter nas suas casas, é deitar para a casa de todos nós - a natureza - aquilo que, sabemos, pode ter outro destino, inclusive com algum préstimo posterior. Portanto, há que mudar tais comportamentos, começando por aqueles que são os seus autores, obviamente.

Apesar desses aspectos menos positivos do que observámos (e que são um ensinamento para todos os participantes, para o que não se deve fazer...) a caminhada prosseguiu em bom andamento, pela estrada do Bairro Falcão, na extrema com Vila Chã de Ourique, com uma segunda paragem para o sorteio que havíamos prometido. Tirados à sorte dois números, vieram a ser contempladas: Diana Amaro, uma menina, e Ana Timóteo, adulta. Cada uma recebeu uma camisola, com uma estampagem de lindos motivos do Vale de Santarém, oferta do Movimento Ecologista. Depois, foi o regresso, desde os Marecos, pela longa e conhecida descida até ao sítio do Moinho de Cima, e, dai, atravessando de novo o Rio das Patas, ao Jardim Público, onde terminámos.

A caminhada demorou um pouco mais do que o previsto. Ainda assim, com o prazer de terem participado, foram muitos os que perguntaram quando haverá outra, ao que informámos: em Outubro, com certeza, se não for antes, mas saber-se-à em devido tempo. 

Foi mais uma vez muito agradável, para nós, Movimento Ecologista, contar com tantos participantes, numa acção que deu a ver mais um pouco da envolvente da nossa terra, num dia de sol, com os campos cheios de flores e perfumes intensos desta época do ano. E foi muito positivo, também, mais uma vez, contarmos com a presença de pessoas na casa dos setenta e muitos, assim como de crianças e jovens. Muitos pela primeira vez, afirmando quererem continuar. Assim seja!

É justo referir o nosso agradecimento ao Grupo de Dadores de Sangue do Vale de Santarém, pela cedência de garrafas de água, muito úteis em dia de algum calor, assim como a colaboração da Enfermeira Célia Oliveira, que mais uma vez compareceu, participando na caminhada e estando disponível para alguma situação que carecesse da sua especialização.

Mais uma referência importante: ao trabalho de fotos, vídeos e respectiva montagem, por parte de Leonel Murta, que nos permite partilhar aqui, como já fizemos no facebook.

Uma última referência para a condução da caminhada, por parte da coordenação do Movimento, que esteve a cargo de Alfredo Lobato, Francisco Ferreira, Nuno Pisco e Virgílio Pereira, com Manuel Sá no apoio com viatura.

No final, fica-nos o prazer desta realização, e pela afirmação dos ideais que a nortearam: a prática de exercício físico em ambiente de natureza, o contributo para a saúde, o convívio, o conhecimento dos arredores (limites) da nossa freguesia e a defesa de práticas correctas para o meio ambiente. Tudo isto numa data histórica, de muito significado, para nossa atitude de cidadãos livres e independentes: o 25 de Abril.

Quanto aos dois vídeos, ficam abaixo os links respectivos.

Com saudações ecologistas

A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém

Alfredo Lobato - Carlos Jorge Calheiros - Carlos Vieira - Francisco Ferreira - Manuel João Sá - Nuno Pisco - Pedro Adriano - Virgílio Pereira. 

Vídeo de Leonel Murta


Vídeo do Movimento Ecologista do Vale de Santarém



19/04/2017

Nós e as comemorações do 25 de Abril

O Movimento Ecologista do Vale de Santarém é uma daquelas organizações cuja existência só foi possível porque houve uma mudança política, de grande significado, em Portugal, no dia 25 de Abril de 1974. Mas, muitas outras organizações (e tanta, tanta "coisa" mais, de natureza positiva) só aconteceram porque houve o 25 de Abril. 

Por exemplo, podermos falar, livremente, sobre o nosso país, sobre as suas instituições, os seus poderes, podermo-nos candidatar, podermos eleger e sermos eleitos para os órgãos de poder democrático, como as assembleias de freguesia, de concelho, da República... podermo-nos associar em organizações políticas, sindicais, de cidadania, como o nosso Movimento, sem medos, sem repressão, sem polícia política, como a PIDE, e outros órgãos associados, como a Legião, podendo-nos assumir em diversos domínios, mesmo que erremos, mesmo que a nossa escolha, mais tarde, para nós, se revele ter sido a menos acertada... 

Por isso, o 25 de Abril não é só uma data, para uma festa. É muito mais do que isso. Foi o dia do início do fim de um tempo negro e triste do nosso País, um ponto de partida para um Portugal, novo, muito diferente para melhor, o qual foi conseguido, mesmo com dificuldades, mas com um saldo que nada tem a ver com o passado: falta de liberdade, repressão, atraso, fome, guerra colonial. 

Quem viveu isso e o esquece, e também alguns que não viveram esse tempo, aparecem por vezes a suspirar pelo retorno a esse passado. Ora, temos de dizer, abertamente, que, pela nossa parte, Movimento Ecologista do Vale de Santarém que, independentemente da orientação política e/ou filiação partidária de quem quer que seja, que respeitamos (o nosso Movimento não tem, nem terá qualquer orientação político-partidária ou confessional) o nosso lado é este: o da perspectiva e prática de liberdade, da cidadania pela defesa e preservação do Meio Ambiente, contra todas as práticas que isso contrariem e, obviamente, comungando inteira e activamente pelos ideais de LIBERDADE POLÍTICA, DE CIDADANIA ACTIVA e de PAZ, que o 25 de Abril permitiu fazer nascer e desenvolver.

Por isso, estamos nas Comemorações do 25 de Abril, promovidas pela Junta de Freguesia do Vale de Santarém, não só porque é/também deve ser UM DIA DE FESTA, mas porque integramos em nós e defendemos esses ideais na nossa própria acção, e assim queremos continuar.


A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.



21/10/2016

A SITUAÇÃO DO PINHEIRO DAS AREIAS: INFORMAÇÕES OBTIDAS

CONTACTO COM O INSTITUTO DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E FLORESTAS - SANTARÉM

Em 18 de Out 2016, fomos ao ICNF-Santarém, para sabermos em que ponto está o processo de preservação do Pinheiro das Areias. Fomos informados de que brevemente, no período do ano que é da tradicional poda dos pinheiros, irá ser cortada a parte em que a pernada quebrou, para lhe dar uma consistência maior, de modo a que não haja tanta infiltração de água, tanto mais que vamos entrar na altura em que as chuvas começam a ser em maior quantidade e regularidade. Este trabalho implicará a aplicação de produto que dificulte a penetração da água no topo da pernada danificada.

Quanto à protecção da zona das raízes expostas e à constituição de uma área circular, em torno do tronco do pinheiro, trabalhos há muito equacionados, espera-se que, a nível da Câmara, sejam tomadas medidas concretas.

OUTRAS INFORMAÇÕES DADAS, NA NOSSA PÁGINA DO FACEBOOK

Entretanto, tendo publicado na nossa página do facebook a informação atrás reproduzida, foi colocada no mesmo local o seguinte, por César Garcia

"Eu visitei recentemente o Pinheiro das Areias com técnicos da CMS, com um cirurgião de árvores qualificado (que trabalha frequentemente no Jardim Botânico da UL, em Seteais e noutros locais com árvores icónicas) e com o conhecimento do ICNF de Lisboa. Este especialista informou que a árvore se encontra bem, mas a necessitar de um suporte em metal, bem como uma intervenção em toda a área ocupada pela árvore classificada. Vai enviar um orçamento para a CMS, que está a demorar devido à estrutura metálica. Era bom um entendimento entre o ICNF Lx, ICNF STR, CMS, Junta e este Movimento, quando o orçamento chegar. Não é um pinheiro qualquer, o próprio cirurgião o evidenciou. César Garcia, Botânico. Jardim Botânico de Lisboa".   


Estamos atentos ao assunto. Daremos mais informação, sejam realizados, ou não, os trabalhos que referimos.


Movimento Ecologista do Vale de Santarém.


Pinheiro das Areias, no Vale de Santarém, árvore
classificada de interesse público, a necessitar de
preservação.

Pinheiro das Areias, no Vale de Santarém, árvore classificada
de 
interesse público, a necessitar de preservação.


29/02/2016

PINHEIRO DAS AREIAS, ÁRVORE DE INTERESSE PÚBLICO, FOI DECEPADA

DEVIDO À FORTE VENTANIA, OU TAMBÉM POR OUTRAS RAZÕES, O PINHEIRO DAS AREIAS, NO VALE DE SANTARÉM, FICOU SEM UMA PERNADA ENORME.

Terá sido no dia 25 de Fev., durante a noite, ou já no dia 26 de Fev., que, com a força dos ventos que houve nesse período, foi abaixo a pernada, como as fotos mostram.

Ainda antes da apresentação que fizemos, no Vale, do nosso plano para 2016, entregámos ao presidente da Junta uma carta, que acompanhava a cópia contendo informação dos subscritores do Abaixo-assinado e da Petição Pública que, somadas, foram 629. Nessa carta, a terminar dissemos:
Entendemos que, com o número de assinaturas recolhido e com a ampla informação e debate que o assunto gerou, chegando aos Vale-Santarenos e a muitos outros interessados, cumprimos o nosso objectivo de contribuir decisivamente para SALVAR O PINHEIRO DAS AREIAS, tarefa que, no plano prático não nos cabe, enquanto Movimento, nem às pessoas que, merecendo a nossa maior saudação, e tendo subscrito o abaixo-assinado e a petição pública, aguardam agora, legitimamente, que sejam tomadas as devidas medidas. Mesmo os que, da Vila, não fizeram a subscrição destes dois documentos, têm direito e esperar que o assunto seja encarado de vez – um dos símbolos vivos da terra não se deve deixar morrer.

É nesse sentido que, responsavelmente, sendo portadores da mensagem que as assinaturas obtidas representam, e cientes de que se trata de assunto que é de consenso geral entre a população, traduzida até na unanimidade da aprovação da referida moção em assembleia de freguesia, entregamos ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia a expressão pública da exigência de que seja posto fim à situação que o Pinheiro das Areias tem vindo a viver, e lhe seja feito, sem demora, o que há muito foi prometido e é necessário.

Assim, fazemos entrega ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Vale de Santarém, nesta data, do conjunto das assinaturas recolhidas através do Abaixo-assinado e da Petição Pública, no sentido de que, como autoridade máxima em termos locais, o processo seja apresentado às entidades que dele devam ter conhecimento: a Câmara Municipal de Santarém e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

Como organização que lançou esta acção, ficamos disponíveis para o que for tido por conveniente, por parte da Junta de Freguesia, da Câmara Municipal de Santarém e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

A finalizar, vamos dar conhecimento público do resultado da campanha de assinaturas e do destino que demos à expressão de cidadania que as mesmas reflectem, em defesa do Pinheiro das Areias, e continuaremos a acompanhar a situação de um dos maiores símbolos vivos do Vale de Santarém. 

Com os nossos cumprimentos e Saudações Ecologistas
Pelo Vale de Santarém
A COORDENAÇÃO DO MOVIMENTIO ECOLOGISTA DO VALE DE SANTARÉM
Alfredo Lobato; Carlos Jorge Pereira; Carlos Vieira; Francisco Ferreira; Manuel João Sá; Nuno Pisco; Pedro Adriano; Virgílio Pereira.





23/06/2015

NO 20º ANIVERSÁRIO DA ELEVAÇÃO DO VALE DE SANTARÉM A VILA - UM ACONTECIMENTO DE GRANDE SIGNIFICADO

No Vale de Santarém, no dia 21 de Junho (domingo) houve um acontecimento de grande importância – a comemoração do 20º aniversário da elevação do Vale a Vila, promovida pela Junta de Freguesia. Do programa destacamos a sessão que decorreu na Junta, com grande assistência – muitas pessoas não puderam entrar na sala – onde os oradores convidados e os dos partidos políticos representados na assembleia de freguesia tiveram intervenções sobre o significado do acto e sobre o Vale de Santarém – passado, presente e futuro.

De grande relevo, entendemos nós, foram as intervenções de Aurélio Lopes e de José Luís Noras, cada um a seu modo e com a sua especificidade, a colocarem a tónica no Vale Histórico, assim como no Vale com potencial para se engrandecer e afirmar, se também, por si mesmo, lutar e exigir um novo patamar enquanto comunidade, com um lugar particular no concelho e na região.

Além disso, o mais que se ouviu foi dirigido exactamente à necessidade de caminharmos decididamente para um futuro melhor na nossa terra, tanto nas palavras dos representantes dos partidos políticos como de outros Vale-Santarenos que, com muito acerto, falaram também naquela sessão aberta.

De enorme significado foi também a homenagem aos autarcas eleitos após o 25 de Abril de 1974. Para além de prestações obviamente de qualidade diversa ao longo destas décadas, todos foram envolvidos no reconhecimento público institucional que neste dia lhes foi tributado. Tendo já falecido alguns, o documento de homenagem foi entregue aos familiares. 


Pela nossa parte, Movimento Ecologista do Vale-Movecologista Vale Santarem, a mais jovem organização de cidadania da terra (a nossa fundação foi em 30 de Agosto de 2013) queremos afirmar o sentimento de orgulho, mas também de assunção de responsabilidade e de cidadania pelo facto de termos estado presentes nesta tão significativa cerimónia, ao lado das associações/colectividades do Vale, uma riqueza viva do nosso viver colectivo há muitas décadas, sem dúvida postadas em tudo fazer por esse objectivo de um Vale de Santarém melhor, em todos os aspectos. 


Responsabilidade que assumimos, de modo independente e sem quaisquer influências partidárias ou de qualquer outra natureza, orientando-nos continuadamente pela nossa missão – contribuir, em cidadania activa, pela defesa do meio ambiente e do património natural e edificado e pela preservação das tradições da nossa terra. Por esta via, contribuiremos, todos os dias, para um novo futuro do Vale de Santarém.

Finalmente, nesta cerimónia estreámos a nossa bandeira. Ficámos assim, também pelo nosso símbolo, lado a lado com as restantes colectividades, pela construção de um Vale de Santarém melhor. É nisso que nos estamos a empenhar, ao lado de todos os Vale-Santarenos: os que aqui nasceram e os que escolheram a nossa terra para viver.


A Coordenação do Movimento Ecologista do Vale de Santarém.


Comemoração do 20º Aniversário
da Elevação do Vale de Santarém a Vila - 21 Junho 2015. Programa.

Bandeira do Movimento Ecologista do Vale de Santarém, presente
(pela 1ª vez numa cerimónia oficial) na Comemoração do 20º Aniversário
da Elevação do Vale de Santarém a Vila - 21 Junho 2015.
Comemoração do 20º Aniversário
da Elevação do Vale de Santarém a Vila - 21 Junho 2015. Durante a sessão,
na Junta de Freguesia.

Comemoração do 20º Aniversário
da Elevação do Vale de Santarém a Vila - 21 Junho 2015. Durante a sessão,
na Junta de Freguesia.

Comemoração do 20º Aniversário
da Elevação do Vale de Santarém a Vila - 21 Junho 2015. Durante a sessão,
na Junta de Freguesia.